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Índios exercem controle social durante 4ª Conferência Nacional de Saúde Indígena

Assessoria da Funasa-Brasília-DF
21 de Mar de 2006

Cerca de mil delegados participam da 4a Conferência Nacional de Saúde Indígena, promovida pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que acontece de 27 a 31 de março, em Rio Quente (GO). A Conferência é um dos espaços de controle social da saúde indígena promovido e apoiado pela Funasa.

Além da Conferência Nacional, que é o principal momento de discussão, revisão e contribuição da sociedade para as diretrizes das políticas públicas de saúde, a Funasa também mantêm conselhos em todos os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Desi). Conferências e Conselhos expressam a participação real e concreta das populações indígenas na construção das políticas de saúde.

O presidente da Funasa, Paulo Lustosa, ressalta que a fundação tem garantido esses espaços com toda legitimidade. "A construção de um amplo mecanismo de participação social auxilia o Estado no controle dos gastos públicos", completa.

De acordo com as próprias comunidades indígenas, o controle social cresceu e amadureceu muito nos últimos anos, como afirma a liderança Ailson Truká, de Pernambuco. "Temos conhecimento sobre os nossos direitos, estamos mais politizados e isso faz diferença na hora de discutir as questões sobre a saúde indígena. Acredito que a 4ª Conferência vai consolidar uma saúde específica para o índio", afirma.

Este ano, a Conferência tem pelo menos dois aspectos inéditos. O primeiro é a atuação direta dos índios na organização. Há representantes indígenas em todas as comissões de trabalho e todas as ações e atividades são apresentadas e avaliadas nas reuniões do Fórum dos Presidentes de Conselhos Distritais de Saúde Indígena.

O segundo aspecto diz respeito aos eixos temáticos da Conferência, que colocam em evidência o conceito e as práticas da saúde indígena, rompendo a noção de uma 'saúde de brancos para índios' e ampliando as possibilidades de compreensão a partir do ponto de vista das diversas culturas e formas tradicionais de medicina e cuidado. (

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