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Índios e Funasa discutem falta de ambulâncias

O IMPARCIAL
Autor: ANA PAULA NOGUEIRA
06 de Jul de 2007

As 27 viaturas que integravam a assistência de saúde nas comunidades indígenas do Maranhão já não atendem mais as aldeias. Há 15 dias, médicos não prestam socorro aos índios doentes e que também não têm acesso aos postos de saúde.

O problema é que o contrato feito entre uma empresa de prestação de serviço na área de locação de viaturas e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que tem responsabilidade de dar assistência médica aos índios, expirou há duas semanas. Desde então, a falta de assistência médica nas 258 aldeias tem sido a principal preocupação.

Na tentativa de resolver o problema, cerca de 80 lideranças indígenas se reuniram ontem à tarde com representantes da Funasa, no Conselho Regional Indígena. Segundo eles, órgão não vem dando assistência adequada às comunidades.
Na região de Grajaú, duas crianças morreram, em Barra do Corda, quatro mortes foram registradas sendo três delas crianças recém-nascidas e um com menos de um ano de idade, todas em menos de uma semana.

"Estou indignado. Sou pai de 25 filhos e não gostaria de vê-los nessa situação. A Funasa está nos desrespeitando", afirmou o Cacique-conselheiro Lourival Machado, da etnia Guajajara.

Até o fim dessa semana deve haver reuniões para se chegar a um acordo. Enquanto isso, as aldeias continuam sem assistência e a população indígena indignada. "A Funasa tem que resolver nosso problema e tem a obrigação de indenizar as famílias que perderam seus parentes", disse o líder indígena Guajajara, Raimundo Carlos da Silva.

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