Estado de S. Paulo-São Paulo-SP
Autor: LU AIKO OTTA
21 de Nov de 2002
Índios e artistas mudaram ontem a rotina do escritório de transição do governo. Num dia de relativa tranqüilidade, com o coordenador, Antônio Palocci, em Ribeirão Preto, eles deram um colorido diferente ao vaivém de técnicos. O cacique Marcos Terena e mais um grupo de representantes dos indígenas trouxeram um documento em que pedem a reformulação da Fundação Nacional do Índio (Funai), transferindo-a do Ministério da Justiça para a Presidência da República e com a nomeação de um índio para seu comando. "Não falamos em nomes", disse Terena, repetindo a frase da moda no escritório.
Os índios pediram ainda reforço no orçamento da Funai, que teve corte de 30%, e apoio para fazer avançar, no Congresso, as discussões sobre o novo Estatuto do Índio.
Dois atores globais, Antônio Grassi e Sérgio Mamberti, também passaram a tarde no escritório de transição. Eles discutiram o programa cultural para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. "Será o primeiro projeto nacional de cultura no País", disse Mamberti.
Os cinco coordenadores de área da equipe de transição estão correndo contra o tempo para concluir, até domingo, os relatórios com o diagnóstico sobre gestão e governo, desenvolvimento econômico, políticas sociais, infra-estrutura e empresas públicas e instituições financeiras do Estado. Os relatórios serão, depois, consolidados em um único a ser apresentado a Lula no início de dezembro.
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