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28 de Jan de 2005
Militantes ambientalistas, representantes de duas tribo sindígenas e ativistas de defesa das minorias interromperam hoje (28) em Salvador (BA) mais uma audiência pública que o Ibama tenta realizar para apreciar o estudo de impacto ambiental do projeto de transposição de águas do rio São Francisco. Na terça-feira fora suspensa a audiência de Belo Horizonte (MG) sem conseguir deliberar nada, mas o Ibama deu por válida a reunião. Não se sabe se no futuro o Ministério Público e as ongs vão recorrer ao argumento de a audiência não valeu para interromper o processo de licenciamento ambiental do projeto do ministro Ciro Gomes, adotado pelo governo Lula sem ouvir direito a sociedade. Á comissão pastoral da terra e cerca de duas dezenas de ongs pedem estudos mais aprofundados antes de aprovar a toque de caixa um projeto que não incluia população mais pobre. O Partido Verde já entrou na justiça e ontem, através de programa em rede nacional, o líder na Câmara, deputado Edson Duarte (PV-BA), da base aliada, repetiu que não aceita o projeto como está colocado. "Revitalização sim, transposição não", resumiu o parlamentar. O Ibama informa que a audiência de Salvador deve ser considerada, sim, pois foi realizada apesar dos protestos de índios e militantes não-índios. O tema está efervescendo em Porto Alegre (RS), onde o V Fórum Social Mundial segue movimentado até o final do mês. (Veja também www.globo.com, www.ibama.gov.br, www.cimi.org.br, www.mabnacional.org.br, www.cpt.org.br, www.riosvivos.org.br, www.camara.gov.br, www.pv.org.br).
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