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Índios devem ser protagonistas na proteção da biodiversidade, diz novo documento do G7

O globo https://oglobo.globo.com
06 de Mai de 2019

Durante a reunião dos ministros do meio ambiente do G7, realizada em Metz, na França, os representantes dos países que compõem o grupo (França, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália, Japão, Reino Unido) assinaram hoje a " Carta de Metz sobre biodiversidade ". Os países signatários se comprometem a lutar pela biodiversidade por meio de ações concretas, como o "reconhecimento do papel importante de povos indígenas e comunidades locais, mulheres e jovens" no cuidado do meio ambiente . Segundo o documento, essas comunidades tradicionais deverão ter seu trabalho reconhecido "nos avanços da conservação e do uso sustentável", observando que "a perda de biodiversidade tem impactos desproporcionalmente maiores sobre eles".

Também adotaram o documento União Europeia, Chile, Fiji, Gabão, México, Níger e Noruega. Segundo o texto, a biodiversidade passa a ser um fator tão importante quanto o clima dentro dos debates sobre políticas públicas de meio ambiente.

Os países se comprometem a investir em pesquisas científicas que gerem dados e análises de forma a criar novas políticas de proteção ao meio ambiente. Os temas centrais apontados pelas novas diretrizes são políticas habitacionais e conflitos de terra, práticas insustentáveis na agroindústria, invasão de espécies estrangeiras através da agricultura ou de reflorestamento feito de forma errada, poluição marinha ou terrestre e superexploração de recursos naturais.

A primeira "avaliação global do estado de natureza e dos bens e serviços que fornece à humanidade", publicada pela Plataforma Intergovernamental para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), fornece uma imagem alarmante: mais de 1 milhão de espécies do planeta estão ameaçadas de extinção .

Conscientes de que somente a mobilização coletiva em nível internacional poderá reverter a tendência, diante dos riscos à biodiversidade e dos alertas científicos, os diferentes governos decidiram agir. Esta carta , que usou o relatório do IPBES como base científica, tem como objetivo tratar os riscos relacionados à biodiversidade com as mesma urgência que os do clima.

A carta servirá de base para as políticas públicas, explicou Brune Poirson, Secretário de Estado da Transição Ecológica Francesa.

- Nosso objetivo é chegar a Biarritz - disse ele, em referência à cidade francesa onde os líderes dos países mais industrializados se reunirão no final de agosto.

O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, afirma que o documento foi "realmente coletivo (entre os países) em todos os aspectos".

Agradeço a nosso colega americano (Andrew Wheeler, da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) por ter aceitado trabalhar, inclusive sobre esse tema de clima, para compartilhar o texto

- Agradeço ao nosso amigo norte-americano (Andrew Wheeler, da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) por concordar em trabalhar, mesmo nesta questão climática, para compartilhar o texto que contém um pequeno parágrafo diferente que apresenta a posição dos Estados Unidos, mas não é uma ruptura global.

https://oglobo.globo.com/sociedade/indios-devem-ser-protagonistas-na-pr…

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