Brasil Norte-Boa Vista-RR
16 de Mai de 2003
Representantes de entidades indígenas e profissionais da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) reuniram-se ontem à tarde para debater o plano de trabalho dos distritos sanitários indígenas Leste e Yanomami.
Além da exposição do plano, os participantes mostraram-se preocupados com as doenças sexualmente transmissíveis e Aids (DST/Aids), em áreas indígenas de Roraima.
Entre as medidas, agora os índios deverão usar preservativos para evitar que as DST/Aids alcancem suas comunidades. O risco da contaminação, cada vez mais, é iminente aos povos indígenas. Segundo Helder de Almeida, um dos responsáveis pela elaboração do Plano, já foram confirmados cinco casos de Aids na área Leste. "Dois índios foram a óbito por causa da doença", disse. Para evitar que mais índios morram, Funasa, prefeituras e organizações não-governamentais executam o plano em conjunto. "Por isso, estamos adotando ações, promoções e trabalhos de prevenção ao público indígena", ressaltou Helder.
Controle
A falta de controle e acompanhamento dificulta as informações sobre a realidade dos índios afetados por DST/Aids. Helder lamentou, mas disse que não há números dos casos em Roraima.
Por isso, uma das ações do Plano é a pesquisa e o levantamento de fichas dos casos das doenças já notificados. Ainda foi proposto a capacitação de médicos atendentes do público indígena.
Está previsto também, palestras em área indígena. "Alguns índios já transam com "camisinha", mas ainda encontramos algumas resistências", comentou Fátima Maria do Nascimento, chefe do Distrito Sanitário Yanomami.
Mas existe controvérsia sobre o assunto porque, ainda de acordo com Fátima, algumas pessoas não aprovam a idéia do Yanomami transar de camisinha. Alegam que vai reduzir a etnia em pouco tempo. Mas temos que observar os riscos desse índio se contaminar por não se precaver", alegou.
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