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Índios denunciam desmatamento ilegal na Reserva dos Araras

Diário do Pará-Belém-PA
27 de jul de 2004

O crime ambiental estaria ocorrendo dentro da área onde fica a Reserva dos Araras

Índios Xicrim, da região do Xingu, denunciam a extração de madeira e desmatamento ilegal dentro da área da Cachoeira Seca, onde fica a reserva dos índios Arara. A área, que é superior a 750 mil hectares e corta os municípios de Altamira, Uruará e Placas, já estava com 40% dos trabalhos de demarcação concluídos, quando precisou ser interrompido por força de um mandado judicial. Agricultores da área pretensa para a reserva reclamam que têm direitos às propriedades e que já teriam recebido até documento de posse por parte do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Reserva
Os Xicrim, que estavam na área dos Arara a pedido dos próprios parentes para ajudar na demarcação da reserva, denunciam que, durante o tempo que estiveram dentro da área da reserva, encontraram madeiras derrubadas e áreas já sinalizadas com placas de lotes. Os índios afirmam que também encontraram galões com gasolina, tratores e carregadeiras que estavam sendo usadas na extração ilegal.

Tribo está disposta a impedir a interrupção de demarcação
Os índios estiveram por mais de 15 dias no local e disseram que irão cobrar da Fundação Nacional do Índio (Funai) a demarcação da reserva. Ontem foram os próprios índios Arara que foram até a Funai para cobrar a demarcação da reserva. Way Arara disse que, se for preciso, os índios vão usar a força, e não vão admitir que a reserva seja invadida e nem que o trabalho de demarcação seja interrompido. A Funai disse que está empenhada em resolver o impasse entre índios e agricultores e defende reassentamentos dignos para os agricultores que vão ser penalizados com a demarcação da reserva. Flávio Carneiro

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