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Índios deixam MS-384 e ocupam fazendas em Antônio João

CAMPO GRANDE NEWS
Autor: Lucimar Couto
31 de Ago de 2006

A possibilidade do governo federal pagar pelas terras da área Nhanderu Marangatu (formada pelas fazendas Morro Alto, Piquiri e Fronteira), o imobilismo que envolve os poderes durante as disputas eleitorais e a passagem de asfalto na MS-384 propiciaram uma situação inusual em Antônio João: trégua entre fazendeiros e índios guarani-caiuá.

Em constante disputa pelas terras, cujo último capítulo aguarda desfecho no Supremo Tribunal Federal, os índios tiveram que sair da área por força de um mandado de reintegração de posse - cumprido durante uma operação da PF que custou R$ 200 mil - e desde então ocupavam as margens da rodovia.

Conforme o indígena Amilton Lopes, desde maio as famílias saíram do local e se dirigiram para a fazenda Morro Alto, cujo proprietário cedeu 90 hectares, e para a reserva Campestre. Segundo o prefeito do município de Antônio João, Junei Marques (sem partido), indígenas também estão ocupando parte da fazenda Fronteira. Ele credita a trégua à política de "boa vizinhança".

"O único caminho era a justiça, mas agora estamos tentando resolver o problema em âmbito administrativo. O presidente Lula já sinalizou com a possibilidade de pagar pelas terras", conta. De acordo com o prefeito, os recursos seriam provenientes do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Na região, o custo do hectare é de R$ 5 mil, o que corresponderia a R$ 50 milhões para compra da área em disputa. As benfeitorias seriam pagas pela Funai (Fundação Nacional do Índio).

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