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Índios deixam Funai com cestas básicas

Diário de Cuiabá
Autor: Joanice de Deus
08 de jan de 2007

Após uma semana acampados na sede da Fundação Nacional do Índio, em Cuiabá, o grupo de 40 índios retornou para a reserva Iriri, localizada no município de Peixoto de Azevedo. Eles cobravam a assistência alimentação durante todo o período de chuvas (janeiro a abril) e a demarcação de 30 mil hectares da área.

De acordo com o administrador Executivo Regional da Funai, Carlos Márcio Vieira, por meio da Superintendência de Assuntos Indígenas do governo do Estado foram fornecidas 60 cestas básicas, 40 cobertores e duas toneladas de alimentos aos indígenas.

Para o cacique Cirenio Terena, a entrega das cestas básicas é paliativa. "Será suficiente para alimentar as famílias por algum período. Vamos dar um tempo até a entrada da nova administração", disse.

Carlos Márcio também reconhece que a solução é temporária. "O que os índios precisam é de sustentabilidade e, para isso, buscamos outros meios e alternativas", reconheceu.

Além disso, até o dia 12 de janeiro, a Funai irá enviar mais duas toneladas de cesta básica, comprar pneus e providenciar o conserto da embreagem do caminhão usado pelos índios. Também serão liberados mil litros de óleo diesel até a próxima terça-feira e outros mil dentro de 30 dias. "O óleo diesel será usado para auxiliar os índios no plantio da lavoura", disse.

Sobre a demarcação da área, Carlos Márcio explicou que a área é federal e não há ninguém na reserva. "É preciso esclarecer que o que os índios querem é a demarcação do solo, que se coloquem os marcos, o que deve ser feito a partir de março".

Segundo ele, ao todo são cerca de 50 mil hectares divididos em terra indígena Iriri (30 mil hectares) e já demarcada e Jarinã (20 mil hectares), que falta regularizar junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Carlos Márcio pediu exoneração do cargo e deve permanecer até o início de fevereiro. "O orçamento da Funai é inviável e não há condições de realizar atividades. Na área de atividade produtiva (subsistência) recebemos R$ 160 mil, o que dá em média R$ 15 por dia ao ano", apontou.

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