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Índios cobram atenção do poder público

Diário da Amazônia-Manaus-AM
20 de Abr de 2006

Um café da manhã regional foi a homenagem oferecida aos índios pelos funcionários da Funai, em Porto Velho. Os servidores, que estão em greve por melhores salários e plano de carreira indigenista há um mês, afirmam que a paralisação não está atrapalhando o atendimento aos indígenas, e a homenagem a eles no Dia do Índio seria uma forma de reforçar o respeito aos primeiros moradores do Brasil, que representam 40% dos trabalhadores da Funai. Os homenageados agradeceram, mas afirmaram não terem muito o que comemorar.
Maduka Ticuna, 59 anos, veio a Porto Velho para tratamento de saúde, ele precisa operar um dos olhos que está com catarata. O velho ticuna se diz cansado com o "vai-e-vem" entre a aldeia, no Amazonas, e a sede da Fundação, em Rondônia. A precária estrutura da sede que os abriga quando estão na Capital é motivo de reclamação. "É muito ruim ficar aqui", diz. Um novo prédio também é reivindicação dos grevistas. "Precisamos oferecer um melhor atendimento aos indígenas, mas do jeito que está é quase impossível", comenta um funcionário. A filha de Maduka, Marinês Ticuna, 30 anos, está acompanhando o pai e, ao contrário dele, se diz contente com a data. "Eu acho importante esse dia porque é nosso, é o Dia do Índio. A gente tá sendo lembrado", diz.

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