Kaxiana
05 de Mar de 2007
Com a proximidade da mudança do titular da pasta da Justiça, os índios brasileiros vão continuar insistindo na perspectiva de serem eles mesmos os dirigentes da Fundação Nacional do Índio (Funai), conforme já ocorre em outros países.
Indagado sobre a eventualidade de um índio vir ocupar a presidência da Funai na reforma ministerial do governo Lula, o atual presidente do órgão, Mércio Pereira Gomes, destacou que o Brasil já tem indígenas em condições de ocupar cargos públicos no país.
"Acho que muitos indígenas têm uma vivência urbana e política que lhes deu experiência de relacionamento com o poder central brasileiro e com a imagem da Funai", destacou Mércio Gomes, ao aconselhar que isso exigiria dos indígenas, entre outras qualidades, uma boa relação com a Funai, o Ministério da Justiça, as empresas e a mídia.
"Eu desejo que o próximo ministro da Justiça, antes de nomear um novo presidente da Funai, venha dialogar, ver o que é a Funai, e até recepcionar lideranças indígenas para que se possa ganhar confiança dos povos e dar seqüência ao trabalho", destacou o presidente da Funai em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia.
Mércio Gomes destacou, ainda, que "pelo consistente crescimento demográfico das populações e pela consolidação dos territórios, o próximo presidente da Funai terá mais espaço para concluir o processo de demarcação de terras".
Ele fez três recomendações para melhorar o desempenho da Funai, que começam com a instituição do plano de carreira para os funcionários, abertura de concurso público e a duplicação do seu orçamento. "Essas três condições são fundamentais para que a Funai continue ao lado dos índios e continue assegurando todas as questões que lhe cabe", destacou Gomes.
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