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Autor: Osvaldo Sato, Rodrigo Santos
26 de Dez de 2025
Indígenas ocupam área da União às margens da BR-262, próximo ao Indubrasil
Área fica em frente ao Polo Industrial Oeste, na Avenida Duque de Caxias; liderança afirma que 330 famílias vivem de aluguel e buscam moradia
O início de uma ocupação feita por uma comunidade indígena chamou atenção nesta segunda-feira (29), na região oeste de Campo Grande. A movimentação ocorre às margens da BR-262, na Avenida Duque de Caxias, na região do Polo Industrial Oeste.
Segundo o cacique Gideildo Jorge França Dias, líder do grupo, a área seria de posse federal, mas está abandonada há anos, acumulando entulho e sujeira, sem qualquer uso social.
No local, por iniciativa própria, já começou a demarcação de lotes onde deverá ser implantada a Aldeia Minha Raiz. Segundo o cacique, 330 famílias indígenas devem ocupar a área.
Gideildo explicou à reportagem que a ocupação não está ligada a um processo de demarcação territorial indígena. Segundo ele, a iniciativa surgiu a partir da necessidade habitacional de famílias que vivem de aluguel em Campo Grande.
"Todo mundo aqui é morador de aluguel, paga água, paga luz. Eu já passei por isso, já fiquei sem água e sem luz. O que Deus colocou no meu coração foi tirar essas pessoas do aluguel", disse.
O líder também afirmou que acompanha pessoalmente a organização da ocupação, com separação dos lotes e entrada gradual das famílias. "Não dá para colocar todo mundo de uma vez. A maioria ganha em torno de R$ 1.250. Como é que paga aluguel de R$ 800, fora água e luz?", questionou.
Além de cacique, Gideildo disse que é pastor e que a futura aldeia terá uma organização comunitária baseada em convivência coletiva. As construções, segundo ele, ocorrerão por etapas, conforme a condição financeira das famílias.
Área margeia rodovia federal
A ocupação ocorre em uma região próxima à faixa de domínio da BR-262. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou, de forma geral, que acompanha situações envolvendo ocupações próximas a rodovias federais.
Nota da PRF:
"A Polícia Rodoviária Federal informa que tomou conhecimento da denúncia e está realizando o levantamento das informações para verificar a situação mencionada.
É importante esclarecer que a área citada possui característica urbana. Caso seja identificada qualquer situação que impacte diretamente a segurança viária, o fluxo de veículos ou a integridade da rodovia federal, a PRF adotará as medidas cabíveis, em articulação com os demais órgãos competentes."
Prefeitura foi acionada
A Prefeitura de Campo Grande foi procurada pela reportagem, com o questionamento se o município tinha conhecimento da situação e quais providências seriam tomadas.
Até o fechamento desta matéria, não houve resposta da Prefeitura. O espaço segue aberto para manifestação.
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