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Indígenas do rio Juruá terão acesso a testes rápidos de HIV/Aids, sífilis e hepatites B e C

Governo do Estado do Amazonas - http://www.amazonas.am.gov.br/
03 de Abr de 2013

Profissionais de saúde indígena dos municípios de Eirunepé, Itamarati, Envira, Carauari e Ipixuna participam, até sábado, dia 6 de abril, da capacitação em testagem rápida de HIV, sífilis e hepatites B e C. O objetivo da ação, que teve início nesta quarta-feira, dia 3, é implantar o teste rápido na região do rio Juruá, permitindo que as populações indígenas e ribeirinhas tenham acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento dessas doenças.

O curso será ministrado em Eirunepé, por profissionais do Distrito de Saúde Indígena de Tefé, sob a orientação da Coordenação Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, vinculada à Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). A ação conta com o apoio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

A capacitação, conforme explica o secretário estadual de saúde, Wilson Alecrim, faz parte do processo de descentralização da testagem rápida dessas doenças para todo o Amazonas. Atualmente, 12 municípios amazonenses, incluindo a capital, já utilizam a nova metodologia. Ele frisa que a meta do Governo do Estado é implantar a técnica nos demais 50 municípios, ainda neste primeiro semestre.

Na área de saúde indígena, o treinamento será ministrado por profissionais que passaram por capacitação realizada recentemente pela Coordenação Estadual, em Manaus. Trata-se de multiplicadores, que estão promovendo novos treinamentos para outros profissionais de saúde. Na região do Juruá, onde há incidência, principalmente, de casos de hepatites virais, o curso inclui orientações sobre biossegurança, diretrizes sobre aconselhamento, aspectos éticos e legais da testagem, técnicas para utilização do teste rápido em população indígena, além da parte prática da realização dos exames no local.

Acompanhamento - De acordo com a coordenadora estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, Silvana Lima, a partir da implantação da metodologia nestas localidades, os pacientes que tiverem diagnóstico positivo para HIV/Aids, sífilis ou hepatites B e C poderão fazer o acompanhamento clínico em unidades básicas de saúde dos municípios onde residem, Distritos de Saúde Indígena, ou nas unidades que contam com o Serviço de Atendimento Especializado em HIV/Aids, no interior, nos casos das pessoas vivendo com HIV/Aids.

Nesta última situação, dependendo do nível de gravidade da doença, os pacientes poderão ser encaminhados, também, para a FMT-HVD, unidade de referência, no Estado, para tratamento da patologia. A diretora-presidente da FMT-HVD, Graça Alecrim, frisa que os esforços são para evitar o deslocamento até a capital.

No Amazonas, foram registrados mais de 11,2 mil casos de hepatites virais na série histórica de 2001 a 2012. Há maior incidência em Manaus com mais de 6 mil casos registrados, seguida pelo o município de Eirunepé, com 804 casos confirmados. Ainda nesta série histórica, houve registro de 73 mortes nos municípios de Eirunepé, Carauari e Ipixuna, em decorrência das complicações das hepatites virais.

http://www.amazonas.am.gov.br/2013/04/indigenas-do-rio-jurua-terao-aces…

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