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Indígenas do Amazonas acusam petrolíferas de violação direitos

24 Horas News-Cuiabá-MT
02 de Fev de 2006

Representantes das comunidades indígenas do Amazonas acusaram hoje as petrolíferas que operam na região de violar os direitos humanos e o meio ambiente.

"Estamos aqui para solicitar apoio internacional, porque estão sendo violando nossos direitos humanos, ambientais e sociais", disse Silvio David Malaver, máximo dirigente da comunidade indígena de Kichwa de Sarayaku, em entrevista coletiva na sede do Parlamento Europeu em Bruxelas.

Segundo o representante dessa comunidade do Equador, que ocupa 135.000 hectares e tem 2.000 habitantes, a companhia petrolífera argentina Companhia Geral de Combustíveis (CGC) assina contratos com o Exército para proteger suas instalações, que derivam em seqüestro e ameaças de morte contra quem lidera movimentos contra essas empresas.

A advogada peruana Lily da Torre, especializada na defesa dos povos indígenas, garantiu que o Estado do Peru e as petrolíferas assinam acordos que ferem os convênios internacionais de direitos humanos e proteção ambiental.

Como exemplo citou o caso da americana Chevron-Texaco no Equador, onde ocorreu "a maior poluição por petróleo do mundo", pelo vazamento de quase 18 bilhões de galões de petróleo e águas tóxicas.

Para ela, é necessário que a União Européia sancione estas violações, já que o código ético sobre responsabilidade corporativa que se aplica às empresas européias "não é suficiente".

O representante indígena e a advogada viajaram para Bruxelas por um programa co-financiado pela UE, que os levou para uma viagem por países como Áustria, Alemanha, Luxemburgo e agora Bélgica, para explicar a autoridades nacionais e européias a situação que sua comunidade vive.

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