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Autor: Maíra Heinen
30 de Nov de 2015
Começa nesta segunda-feira (30), em Paris, a COP21, a Cúpula do Clima que reúne líderes de diversos países, para negociar um novo acordo capaz de combater as mudanças climáticas.
Mas, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os 119 planos nacionais enviados para a conferência não citam as populações indígenas.
Para Adriana Ramos, coordenadora do programa de política e direito socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA), as comunidades indígenas são fundamentais nos processos de redução das emissões de gases do efeito estufa. Ela lamenta a falta de proposições que incluam os povos tradicionais.
Sonora: "Para nós, realmente é lamentável ver que essa realidade da importância dessas comunidades e dos seus territórios para serem considerados como prioridades de conservação nos diferentes países não tem sido efetivamente incorporada nas políticas."
No evento, o governo brasileiro vai defender quatro pontos principais, que levam em conta a responsabilidade histórica das nações desenvolvidas pelas mudanças climáticas, o equilíbrio entre medidas de mitigação e de adaptação no novo acordo, respeito à ambição e à longa duração do futuro acordo, que deverá conseguir limitar o aumento da temperatura média do planeta a até 2oC.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil já se comprometeu a reduzir 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025 e 43%, até 2030. Entre as propostas para a redução, o país vai apostar no combate ao desmatamento, no reflorestamento e na renovação da matriz energética.
Um grupo de lideranças indígenas brasileiras vai participar dos eventos paralelos da conferência em Paris.
Francinara Baré, do Amazonas, pretende mostrar que, no Brasil, parlamentares não têm respeitado as populações tradicionais, buscando aprovar normas que retiram a terra dos indígenas e facilitam o desmatamento. Na conferência, ela quer mostrar a importância dos índios para frear as mudanças climáticas.
Sonora: "Nós estamos aqui para contribuir com essa questão climática, e não somente os povos indígenas do Brasil, mas os povos indígenas de todo o mundo, milenarmente nós temos essa sabedoria, de ter esse contato muito forte com a natureza, com a nossa mãe terra."
A COP21 segue até o dia 11 de dezembro, com representantes de 195 nações.
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