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06 de Out de 2008
Guatemala, 6 out (EFE) - Representantes de milhares de crianças e adolescentes indígenas da América pediram hoje aos Governos de seus países para propiciar o desenvolvimento que alivie a pobreza, e exigiram respeito a seus direitos.
No marco do 3o Fórum Social das Américas, que começa amanhã na Guatemala, representantes deste setor de Brasil, Equador, Chile, Honduras, México e do país anfitrião realizaram um encontro para analisar sua situação no continente.
Uma porta-voz da Guatemala, Flor de María Cholotío, explicou que a atividade foi organizada a fim de promover espaços que lhes permitam reivindicar seus direitos, que são violados pelos Estados.
A violência contra as mulheres e meninas, a deterioração dos recursos naturais, as deficiências em matéria de saúde e educação, e o modelo econômico neoliberal que provoca mais pobreza, segundo o dirigente, violam suas garantias.
"É indispensável que os Governos da América implementem políticas de desenvolvimento que beneficiem à infância e juventude indígena", destacou, por sua vez, o dirigente da Confederação de Povos da Nacionalidade Kichua do Equador, Agustín Caiza.
Os tratados de livre-comércio, a exclusão e o racismo, disse, são políticas estaduais "de repressão que atrasam a vigência dos direitos da população".
A infância e juventude indígena da América também rejeitaram a violência e a militarização, e exigiram respeito à espiritualidade, à arte, à comunicação a seus lugares sagrados e à expressão de seus povos.
As reivindicações deste setor serão apresentadas durante o 3o Fórum Social das Américas, que termina no domingo.
As mais de dez mil pessoas, entre dirigentes sindicais, indígenas, camponeses, sociais e especialistas do continente, debaterão uma gama de temas políticos, econômicos, culturais e ecológicos que afetam suas povoações. EFE.
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