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Indígenas continuam acampados; Funai pede reforço policial

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09 de Dez de 2009

A administradora da Funai de Dourados, Margarida Nicoletti, solicitou reforço policial para áreas de conflito no sul do Estado. A proposta foi acertada durante encontro com representantes da Polícia Federal e Funai no final da última semana.

De acordo com Margarida, a partir de agora a Funai manterá contato direto com a polícia. Segundo ela, em situações de conflito a polícia Federal será acionada a atuará, se necessário com reforços. Entre outros, o assunto foi abordado com base na publicação do dia 24 de novembro, no Diário Oficial da União, a Portaria no 1415/2009, da Presidência da FUNAI, constituindo os Grupos de Trabalho para realização de estudos antropológicos, para fins de identificação de terras tradicionalmente ocupadas pelos indígenas, em municípios de Caarapó, Dourados, Fátima do Sul, Juti, Vicentina, Naviraí, Amambai e Laguna Caarapã. A Polícia Federal está acompanhando os servidores da FUNAI, designados para a realização de tais estudos.
Em Dourados a situação é de crise. Os indígenas continuam acampados em frente a sede da Funai reivindicando a saída da administradora, que já pediu exoneração do cargo e aguarda decisão da presidência do órgão em brasília.

O grupo acredita que com a saída da administradora, problemas como a falta de segurança e incentivos as plantações serão resolvidos. Segundo eles, em 40 dias seis indígenas morreram vítimas da falta de segurança.

Outra reclamação gira em torno de incentivos. "Nos tratam como inconsequentes e não disponibilizam maquinários. Eles apodrecem sem uso, mas a Funai não nos disponibiliza", dizem eles.

As lideranças dizem que os mais de 13 mil índios só não estão passando fome porque recebem cesta básica do governo do estado. "Não tem como plantar. A Funai é omissa nesta questão, o que revolta a comunidade", explicam.

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