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11 de Jan de 2020
Ela teria ido ao posto por volta das 2h30 buscar atendimento, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória.
Uma indígena venezuelana Warao morreu na manhã deste sábado (11) com suspeita de tuberculose na Unidade de Saúde do bairro do Tapanã, em Belém. Segundo a Prefeitura de Belém, a indígena, identificada como Pastora Ratita, de 59 anos, foi atendida no hospital, mas sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.
De acordo com a Prefeitura, a indígena deu entrada no hospital do Tapanã por volta das 2h30, com quadro de desconforto respiratório. Ainda segundo a Prefeitura, ela foi regulada para a Central de Leitos, mas às 5h30, passou mal novamente e morreu.
Familiares da indígena contam que ela estava há semanas com sintomas da doença e vinha tentando tratamento contra a tuberculose em postos de saúde, mas não tinha conseguido. Segundo amigos da vítima, em uma das casas onde os Warao estão abrigados, há outras pessoas com sintomas da doença.
Segundo a Prefeitura, a indígena fazia parte de um núcleo familiar, que vive em um imóvel alugado no Tapanã. Ainda de acordo com a Prefeitura, uma equipe de saúde da Secretaria de Saúde de Belém (Sesma) esteve no local e constatou que o núcleo familiar havia migrado para lugar desconhecido. Não houve comunicação de retorno ao município nem chamado do grupo para o Consultório na Rua para atendimento de saúde. Entre os que ficaram na casa, não haviam pessoas com sintomas respiratórios compatíveis com tuberculose.
A Sesma ressalta ainda que os indígenas venezuelanos compõem uma população muito vulnerável. Por isso sempre que chegam à capital são avaliados pelos profissionais de saúde, inclusive com testes de escarro para adolescentes e adultos e tuberculínico para crianças a fim de diagnosticar possível quadro de tuberculose e iniciar tratamento, que é compartilhado pelo Consultório na Rua com a Estratégia de Saúde da Família da área.
A Prefeitura informa, ainda, que está prestando toda assistência social à família da venezuelana, por meio do Núcleo de Atendimento ao Migrante e Refugiado (NAMR), setor da Funpapa.
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