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Incentivo a usinas nucleares

CB, Política, p. 3
22 de Jan de 2008

Incentivo a usinas nucleares

Em uma posse lotada, o novo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, defendeu a ampliação da geração de energia nuclear dos atuais 2 mil para 8 mil megawatts dentro de alguns anos. Segundo ele, vários países investem alto no sistema nuclear. Lobão citou como exemplo a França, onde 90% da energia é oriunda do sistema nuclear, assim como no Japão e na Alemanha.

"Nosso parque de geração nuclear, que hoje responde por apenas 2% da capacidade instalada, também merece ser ampliado, o que começa por Angra 3, uma decisão acertada do presidente da República. As térmicas nucleares já se mostraram alternativas seguras de produção de energia. Também geram a preços atrativos, dada a possibilidade de serem construídas nas proximidades dos centros de carga, reduzindo os custos de transmissão", frisou o ministro.

A meta dos 8 mil MW consta em uma das projeções do Plano Nacional de Energia 2030, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O plano sugere a construção de oito novas usinas nucleares no país nos próximos 22 anos. A primeira da fila, já aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), é a usina Angra 3, que adicionaria outros 1,3 mil MW aos 2 mil gerados atualmente por Angra 1 e 2. Trata-se, na verdade, da conclusão da planta que está paralisada há duas décadas e que deve exigir investimentos de R$ 7 bilhões.

Mesmo essa primeira nova usina, porém, enfrenta dificuldades. Em novembro de 2006, a Justiça Federal de Angra dos Reis (RJ) proibiu a continuidade aos trabalhos de licenciamento da unidade três. No ano passado, o governo conseguiu derrubar essa liminar, mas uma nova decisão judicial voltou a atrasar o processo. A mesma Justiça Federal de Angra determinou que sejam refeitas as audiências públicas que discutem a nova usina nuclear. (LOG e ES)

CB, 22/01/2008, Política, p. 3

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