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Incêndio que atingiu USP de Ribeirão foi intencional, diz Ibama

OESP, Vida, p. A20
10 de Set de 2011

Incêndio que atingiu USP de Ribeirão foi intencional, diz Ibama
Laudo que será encaminhado para a universidade não aponta culpados; área queimada guardava banco genético

Giovanna Montemurro

O incêndio que atingiu o banco genético da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, em agosto, e destruiu 27,3 hectares de floresta foi intencional, afirma o técnico Celso Luiz Ambrósio, do Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, do Ibama.
Segundo Ambrósio, após análise da região atingida pelo fogo foi possível determinar que o incêndio não começou com a queima de lixo, por exemplo. "Encontramos o ponto de origem do incêndio e não havia nenhum dispositivo de ignição no local, característica que nos leva a pensar que a queimada foi intencional", explicou o técnico.
O laudo, que ainda não foi encaminhado para a universidade, não aponta culpados.
O técnico do Ibama formula algumas hipóteses que podem ter motivado o incêndio em Ribeirão: piromaníacos, criação de pasto para animais ou "até mesmo por vingança".
Dimensão. A floresta queimada tem 75 hectares, sendo que 45 deles fazem parte do banco genético da USP - plantas e sementes de espécies das bacias hidrográficas dos Rios Pardo e Mogi, além de mamíferos, aves, fungos, insetos e animais de solo.
De acordo com Elenice Mauro Varanda, pesquisadora do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, na parte do banco genético incendiado existiam 45 espécies arbóreas com 3.375 progênies (matrizes para preservação da variabilidade genética) que serviriam para a criação de novas florestas.
A guarda da universidade classificou o incêndio ocorrido em agosto como o maior da história do câmpus. Também foi perdido material genético de insetos e aves, além de ninhos de passarinhos.
De acordo com Elenice, "guardadas as devidas proporções, a perda da USP é semelhante à sofrida pelo Instituto Butantã", de São Paulo, quando um incêndio destruiu a maior coleção de cobras, aranhas e escorpiões do mundo, em maio do ano passado. / COLABORARAM SOLANGE SPIGLIATTI e LUÍS HENRIQUE TROVO, ESPECIAL PARA O ESTADO

OESP, 10/09/2011, Vida, p. A20

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