CB, Cidades, p. 30
12 de Ago de 2006
Incêndio em reserva ecológica da Asa Norte
Pablo Rebello
Um carcará voava ontem solitário sobre o terreno enegrecido e esfumaçado do Parque Burle Marx, na Asa Norte. Sete hectares de vegetação foram consumidos pelo fogo em dois dias seguidos de incêndios. O Corpo de Bombeiro apagou as chamas na quinta e na sexta-feira, mas o laudo com as causas do incêndio só sai em 15 dias. O clima seco desta época do ano contribui com o aumento dos focos. A umidade do ar na tarde de ontem chegou a 30%, índice considerado crítico pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Na quinta-feira, o incêndio começou por volta do meio-dia em uma área próxima ao depósito do Departamento de Trânsito (Detran-DF). As chamas consumiram dois hectares do terreno até as 15h, quando foram extintas pelos bombeiros.
Participaram da operação 14 homens. Dois caminhões, três carros e um helicóptero foram deslocados para o local. "Utilizamos o helicóptero para avaliar a direção do fogo e a velocidade que podia se propagar com o vento. Podemos dizer que o incêndio foi de média proporção", afirmou o tenente Cley Cristiano, do 4o Batalhão de Incêndio Florestal.
Mas o fogo voltou a castigar a região com maior intensidade na manhã de ontem. Outros cinco hectares viraram cinzas antes que os bombeiros conseguissem controlar as chamas. O incêndio começou às 7h e terminou às 16h30. Vinte e dois homens participaram da operação, que contou ainda com quatro caminhões e um helicóptero. Além de jatos d'água, os bombeiros utilizaram abafadores e bombas costais para controlar as chamas.
"Há 90% de chance do fogo ter sido provocado por pessoas que habitam ou transitam pela área", afirmou o tenente Marcus Luiz, do Corpo de Bombeiros. O vigilante do Camping de Brasília, Sebastião Medeiros, 46 anos, costuma chamar os bombeiros toda vez que vê fogos no parque.
Dessa vez não foi preciso. "Quando acordei, vi o caminhão deles passando para apagar o incêndio", contou. Apesar das chamas não terem chegado até o camping, a linha de fogo parou a poucos metros da cerca que faz divisa com o parque. As chuvas ainda vão demorar três ou quatro semanas, na previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
CB, 12/08/2006, Cidades, p. 30
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