Estado de S. Paulo-São Paulo-SP
Autor: Liège Albuquerque
08 de Mar de 2005
Um impasse sobre o nome do novo administrador da regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Manaus impediu que o órgão reabrisse ontem. A Funai continua insistindo em indicar um titular para a sede dentro dos quadros do próprio órgão, e os representantes indígenas querem à frente da regional manauara um líder indígena. A pendência, destacam líderes indígenas, pode forçar representantes das etnias a ocupar novamente a sede da regional para pressionar a presidência nacional. Hoje faz 28 dias que a regional do órgão foi fechada na capital amazonense. No final de semana, uma reunião entre lideranças indígenas, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Funai decidiu que as portas seriam abertas ontem. Contudo, houve apenas expediente interno. Também ficou decidido que para os próximos 45 dias deveria ser apontado um administrador interino para a regional. Mas, segundo o coordenador da Amazônia Ocidental da Funai, Isanoel dos Santos Sodré, as lideranças indígenas querem, mesmo para esses 45 dias, a indicação de um nome indígena. De acordo com um dos líderes do movimento que busca uma liderança indígena para a Funai em Manaus, João Paulo Barreto, da etnia tukano, há pelo menos três nomes de preferência dos indígenas para administrar a sede: Estevão Lemos, Lucas Fernandes e Benjamim Baniwa.
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