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Impacto gerado por hidrelétricas é discutido pelo setor de Saúde

Estadão do Norte-Porto Velho-RO
08 de Jul de 2005

Foi realizado ontem no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) em Porto Velho um encontro com o objetivo de discutir o impacto, na área da saúde, com a construção das usinas hidrelétricas no rio Madeira. Participaram da reunião o secretário de Estado da Saúde (Sesau) Milton Moreira, o prefeito da Capital Roberto Sobrinho, o gerente estadual de Vigilância Sanitária Chico Melo, representantes do Ministério da Saúde e de Furnas.
No encontro foi abordado temas e situações preventivas que devem ser implantadas antes do início da construção das usinas, como por exemplo, ações voltadas para o saneamento básico, capacidade hospitalar, endemias, vigilância sanitária, destinação de resíduos e doenças sexualmente transmissíveis (DST).
"A preocupação da administração Ivo Cassol é que a estrutura de saúde pública esteja preparada para realizar as ações de responsabilidade do Estado com eficácia. Nós não podemos ser pegos de surpresa com o aumento da demanda de mão-de-obra direta e indireta que causará um grande fluxo migratório" afirmou Milton Moreira.
Segundo Furnas, as duas usinas irão gerar aproximadamente 30 mil empregos diretos, que abrangerão diversas áreas profissionais. "Mesmo com a política de busca de mão de obra local que Furnas pretende implantar, o fluxo de pessoas será intenso, com migrações internas e de outros Estados" completou o secretário da Sesau.
A secretaria estadual de Saúde vai criar uma comissão, formada por técnicos, para participar dos próximos encontros e elaborar projetos "pedimos aos representantes de Furnas que encaminhem a Sesau um levantamento detalhado do projeto para podermos definir as possibilidades de atendimento e as estratégias de ação" disse Milton Moreira.

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