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Igreja de RR dá marmitas a refugiados venezuelanos que vivem nas ruas

G1- http://g1.globo.com
Autor: Marcelo Marques
22 de Dez de 2016

Crianças e índios venezuelanos, que vivem nas ruas de Boa Vista, receberam nesta quinta-feira (22) marmitas com comida doadas pela Igreja Batista Nova Vida. A entrega ocorreu em frente à Rodoviária Internacional, no bairro 13 de Setembro, zona Oeste da capital.

De acordo com o pastor da igreja, a ajuda para distribuir a comida para venezuelanos, haitianos e outros moradores de rua surgiu de uma integrante da instituição religiosa. Ao todo, foram entregues 189 marmitas contendo carne, arroz, macarrão e salada. Brinquedos foram doados às crianças.

"Foi uma atitude generosidade das bases da igreja.Pensamos no nosso natal, ocasião em que estão as mesas sempre fartas de alimentos, e não há como se compadecer diante de uma realidade que vemos nas ruas de Boa Vista. Assim, tivemos a iniciativa de fazer uma jantar de natal para abençoar essas pessoas", diz, citando que a ação ocorre apenas nesta quinta.

Ele disse que a Rodoviária Internacional de Boa Vista foi escolhida como o local de distribuição das marmitas por ser um ponto onde há nas proximidades inúmeros indígenas e crianças, que são trazidas para Roraima com os pais venezuelanos.

"Eles se acomodam embaixo de árvores e em locais improvisados na ruas. E por ser um campo estratégico onde estão, a igreja resolveu sair das quatro paredes e vir ao local para sentar com eles [índios] e distribuir a comida", explica o diácono.

Segundo contou, nesta quarta-feira (21) foi feita um divulgação para que os venezuelanos fossem participar da distribuição das marmitas.

'Não temos como viver', diz índio

Sem comida na Venezuela, o indígena da etnia Warao Fernando Morales, de 57 anos, diz que a comida oferecida pela igreja amenizará a fome dele e de seus oitos filhos, com idade entre dois e nove anos.

"Vim com minha esposa e filhos. Estávamos passando fome lá [Venezuela]. Tudo é muito caro e não temos dinheiro para comprar nem trigo. Nicolás Maduro não faz nada. O dinheiro nosso se desvalorizou e não temos como viver", resume o indígena, que mora embaixo de uma árvore próximo à rodoviária.

Com dificuldades para falar, uma indígena, que não sabe a própria idade, relata a uma tradutora escolhida pela igreja que está há quatro semanas em Boa Vista.

Ela conta que veio com os netos para Roraima e deixou as sete filhas na Cidade de Bolívar, e ao ser indagada sobre seu nome, sorri e não responde. "Sou índia eñepa", responde.

Além dos índios, cidadãos venezuelanos, moradores de rua também tiveram a oportunidade de se beneficiar com as marmitas.

Venezuelanos em Roraima

Segundo a Polícia Federal, devido à crise na Venezuela, o número de pedidos de refúgio de venezuelanos querendo morar em Roraima cresceu 7.000% em dois anos.

Para a PF, o 'aumento sensível' nos pedidos ocorre devido à crise econômica vivida no país que faz fronteira com Roraima, e que está a 250 km da capital Boa Vista.

http://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2016/12/igreja-de-rr-da-marmitas…

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