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ICMBio dará prioridade à criação de Unidades de Conservação na zona costeira marinha, diz Rômulo

ICMBio - www.icmbio.gov.br
Autor: Luciana Melo - luciana.melo@icmbio.gov.br
08 de Dez de 2008

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, anunciou na última sexta-feira (5), no workshop promovido pelo Instituto em parceria com a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), na sede do Cepene (Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Nordeste), em Tamandaré (PE), que a próxima unidade de conservação (UC) a ser criada no País, a de número 300, será associada ao ecossistema marinho costeiro.

O ICMBio administra atualmente 299 unidades de conservação federais nos diversos biomas brasileiros. Segundo o presidente Rômulo Mello, há uma determinação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para se dar prioridade à criação de novas áreas protegidas no litoral. A meta é atingir 10% de toda costa brasileira.

Mello acredita que, pelo fato de o País ter apenas 0,4% do território protegido em áreas marinhas, o Brasil deve se posicionar em todas as reuniões que tratam dos sistemas marinhos, na perspectiva de resgatar essa dívida.

"As sociedades mundiais de forma geral tem uma divida significativa em relação aos Biomas Marinhos Costeiros. A maior parte dos países ainda trata dos sistemas costeiros como produtos de turismo e depósitos de lixo", afirmou.

O workshop, que segue até segunda-feira (8), discute a conservação das espécies de peixes recifais ameaçados no Brasil e no mundo. Participam do evento 17 pesquisadores, sendo 11 estrangeiros e seis brasileiros. Dentre os especialistas brasileiros, dois são do Instituto Chico Mendes.

Após essa primeira fase de discussão, será realizada, de 9 a 12, a oficina da etapa nacional de avaliação do estado de conservação de algumas espécies de peixes, como os chernes, garoupas, meros, badejos, pargos e vermelhos (da família Lutjanidae e sub-família Epinephelinae), seguindo a metodologia e os critérios da IUCN.

A oficina será uma etapa importante para subsidiar a estruturação de um processo contínuo de revisão da lista nacional de espécies ameaçadas, que ficará a cargo da Coordenação de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade, ligada à Diretoria de Conservação da Biodiversidade do ICMBio.

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