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Ibama fecha acordo com os EUA para gestão florestal

Tribuna de Imprensa-Rio de Janeiro-RJ
02 de jul de 2002

Um convênio entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Serviço Florestal do Governo dos Estados Unidos na área de gestão de Florestas Nacionais (Flonas) entra em vigor neste mês. O programa prevê a capacitação técnica para o uso público das Flonas, unidades de conservação que permitem o uso múltiplo dos recursos naturais.

As primeiras unidades beneficiadas serão as Florestas Nacionais de Canela, no Rio Grande do Sul, e de Ipanema, em Iperó (São Paulo). Também devem ser incluídas nos projetos demonstrativos voltados para o turismo as Flonas de Passa Quatro, no circuito das águas de Minas Gerais, e Rio Preto, em Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo.

"O uso turístico das Flonas difere pouco de um parque nacional, com programas voltados ao lazer, educação ambiental, trilhas etc. Mas pode incluir, entre seus atrativos, visitas a projetos de manejo sustentável ou recuperação de áreas degradadas, como as áreas de mineração da Flona Ipanema", explica Ana Luísa Fagundes Salomão.

Especialistas norte-americanos devem prestar consultoria nas áreas de planejamento, monitoramento e marketing. "Esta última parte, que inclui a divulgação dos produtos da floresta, é também objeto de interesse dos norte-americanos, que querem desenvolver esta área em suas próprias Flonas", diz Ana Luísa.

Regulamentadas há menos de uma década no Brasil, as florestas nacionais existem há mais de 100 anos nos EUA - são 154 Flonas, num total de 77 milhões de hectares. Das 70 Flonas brasileiras - que somam 16,5 milhões de hectares - mais de 90% estão na Amazônia.

Sua principal finalidade, como as norte-americanas, é manter um estoque madeireiro estratégico nas mãos do governo. Possuem também a vantagem de abrigar, ao contrário dos parques, populações tradicionais e atividades extrativistas.

Nas regiões Sul e Sudeste, foram criadas sobretudo para fazer a reposição florestal de áreas desmatadas na primeira metade do século passado, sobretudo com araucária e pinus.

O projeto bilateral, que terá a duração de 24 meses, prevê ainda a definição de um sistema de informações georreferenciadas, que possa interligar as flonas brasileiras e ajudar na elaboração de seus planos de manejo, sobretudo nas Flonas amazônicas. Atualmente, apenas cerca de 20 florestas nacionais possuem planos de manejo prontos ou em elaboração.
(-Tribuna de Imprensa-Rio de Janeiro-RJ e Estado de S. Paulo- São Paulo-SP-02/07/02)

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