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Ibama exclui blocos de leilao da ANP

GM, Energia, p.A7
20 de Mai de 2004

Ibama exclui blocos de leilão da ANP
Apesar das restrições ambientais, governo prevê atração de investimentos de US$ 20,3 bilhões. A sexta rodada de licitações de blocos de petróleo e gás da Agência Nacional do Petróleo (ANP), prevista para 17 de agosto, terá 914 blocos distribuídos em 12 bacias sedimentares, sendo 68% localizados em setores marítimos e 32% em setores terrestres. De acordo com a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, a expectativa é que a rodada gere investimentos da ordem de US$ 20,3 bilhões em sete anos. São 61 blocos a menos do que o anunciado no pré-edital da rodada, apresentado em março deste ano. As bacias de Barreirinhas (MA) e Santos (SP) concentram os blocos barrados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) da rodada por serem próximas de unidades de conservação ambiental. Estes lotes poderão ser incluídos nas próximas rodadas de licitação, afirmou Dilma. A proposta original do Ibama era a exclusão de 142 blocos mas, desse total, 81 foram reintegrados às licitações em um setor especial da rodada, com exigências diferenciadas sobre impacto e gerenciamento ambiental. Manual para investidores A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, informou que será editado um manual para investidores detalhando o nível de exigência em segurança e tecnologias recomendadas para a obtenção de licenciamento ambiental em obras de perfuração e extração de petróleo e gás. Cada lote enquadrado entre as áreas sensíveis em exigências ambientais terá critérios, como condições de pesquisa, distanciamento das áreas de preservação ambiental, necessidade de uso de tecnologias ambientais, perfuração e descarte de resíduos, detalhados pela publicação, considerando as diferenças regionais. "Não se trata de licenciamento prévio. A idéia é antecipar a informação para os investidores, para que esses possam ter minimizados os riscos de seus aportes", explicou a ministra Marina Silva. O lançamento do manual está previsto para o dia 4 de junho. A ênfase na questão ambiental é um dos diferenciais desta rodada em relação às anteriores, avalia Dilma Rousseff. "Estamos seguindo o padrão internacional para licitações deste tipo, de forma a atrair a confiança dos investidores nos lotes licitados", afirmou Dilma. "Nesse sentido, a sexta rodada apresenta um amadurecimento significativo em relação à quinta rodada, no sentido da discussão sobre as variáveis estratégicas e seu reflexo na segurança dos investimentos." Os lotes licitados serão divididos em três modelos. O primeiro é constituído pelas bacias de elevado potencial, conhecidos como "blocos azuis", destinadas a atrair os médios e grandes investidores nacionais e internacionais. Nesta modalidade, foram incluídas áreas devolvidas pela Petrobras, remanescentes da denominada Rodada Zero, de 1998. Também serão ofertadas bacias maduras, especialmente lotes terrestres, já em estado adiantado de exploração e produção, orientadas para a participação de pequenas empresas e para a continuidade de projetos, além de blocos chamados de fronteira tecnológica e do conhecimento, que visam investimentos em áreas não produtoras e a elevação do conhecimento geológico. A mudança do parâmetro de reserva/produção de petróleo e gás, hoje estipulada em 17 anos, para 18 anos, considerando um crescimento econômico da ordem de 3,25% ao ano, é outra diferença da rodada em relação às demais. "Essa diferença na manutenção da reserva/produção permitirá que não aconteça declínio na produção nos próximos anos", acredita Dilma. "Essa segurança, somada à preocupação com a variável ambiental, norteia a característica de desenvolvimento sustentável da rodada." A previsão do Ministério de Minas e Energia é que os primeiros barris de petróleo extraídos dos lotes licitados em agosto sejam produzidos a partir de 2011. GM, 20/05/2004, p. A7

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