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Ibama equipa brigadas de combate a incêndio florestal em MS

Ibama - www.ibama.gov.br
Autor: Mariza Pontes de Oliveira
26 de mai de 2009

Mais de R$ 500 mil reais foram aplicados em novos equipamentos de combate a incêndio florestal pelo Ibama em Mato Grosso do Sul. Os equipamentos foram entregues pelo superintendente, David Lourenço, ao Corpo de Bombeiros do Estado neste final de mês. O dinheiro também está sendo usado para contratar brigadas de combate aos incêndios para Corumbá, Porto Murtinho e Aquidauana, três municípios que ficam dentro do Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Além dos equipamentos e dos recursos para o treinamento e a contratação dos brigadistas, o Ibama também disponibilizará um helicóptero para ajudar no combate às queimadas que assolam Corumbá neste momento. Os equipamentos são duas novas moto-bombas, uma delas flutuante, 50 abafadores e inúmeros pinga-fogo, que servem para as brigadas provocarem corta-fogo nas áreas afetadas por queimadas.

Com esses novos equipamentos, as brigadas do Previ-Fogo, programa de combate a incêndios florestais, comandado pelo Ibama em Mato Grosso do Sul, ficam preparadas para atender a qualquer tipo e porte de fogo - de pequenas proporções a médias ou grandes.

Neste momento, os focos estão concentrados no município de Corumbá e as equipes do Previ-Fogo estão utilizando o helicóptero na ajuda ao combate. Por terra, com as bombas, as brigadas podem captar água de qualquer fonte ou curso dágua existente na área atingida. Esse tipo de equipamento só existe hoje no Parque da Serra da Bodoquena, considerada área de preservação permanente, e berço das brigadas do Ibama. Nela, a brigada local conta com três moto-bombas.

Além desses equipamentos, as brigadas comandadas pelo Ibama/MS podem acionar helicópteros e aviões de combate, caso ocorra incêndio de grandes proporções no território do Estado. Nesse caso, o combate é feito só com água, sem uso de produtos químicos, pois são proibidos em áreas de conservação.

Em 2007, as queimadas atingiram mais de 150 mil hectares em Mato Grosso do Sul. Já em 2008, os focos não ultrapassaram uma área de 20 mil hectares. Agora, em 2009, o Previ-Fogo registra, nesses primeiros cinco meses, cerca de 800 focos no Estado,com mais de 80% deles nas regiões de Corumbá, dentro do Pantanal. A região tem registrado chuvas abaixo da média histórica, o que facilitou o surgimento de novos focos.

Segundo o coordenador estadual do Previ-Fogo, Márcio Yuli, as queimadas causam uma série de prejuízos ambientais e econômicos ao Mato Grosso do Sul. Além de provocar perdas de flora e fauna, elas causam ressecamento do solo, com rebaixamento de sua qualidade, causam também degradação e erosões e, ao longo do tempo, perda de capacidade de suporte das pastagens, o que leva a prejuízos para os produtores e pecuaristas.

Por isso, os técnicos do instituto recomendam que os produtores não façam queimadas nos meses de julho a setembro no Estado, e só façam queimadas que seja controladas e com autorização do Ibama.

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