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Ibama enfrenta comércio ilegal de madeira

Amazonas Em Tempo-Manaus-MA
Autor: Patrícia Almeida
23 de Set de 2003

Até o final de agosto de 2003, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 20.238 mil metros cúbicos de madeira em tora e 1.230 metros cúbicos de madeira serrada, estima o gerente executivo do órgão, Mário Lúcio da Silva Reis. Mário explica que o Arco do Desflorestamento - região que se estende do município de Apuí até Boca do Acre - é a área mais visada pelos infratores.

"O Arco do Desflorestamento é a fronteira agrícola do Estado que tem sido ilegalmente explorada por um grupo de pessoas que já desmatou outras regiões do País como Sul e Sudeste", explica o gerente.

A extração ilegal de madeira também é praticada nas áreas de manejo florestal, principalmente nas regiões do rio Solimões e do Purus.

"Nas áreas onde existe plano de manejo florestal, os proprietários extrapolam o limite autorizado e tentam burlar a fiscalização", explica.

No ano passado, o Ibama apreendeu 49.801 mil metros cúbicos de madeira em tora e 34.056 madeira serrada. Embora, a quantidade de madeira ilegal apreendida nesse ano seja menor, Mário Lúcio afirma que o número ainda é alto.

"No entanto, esse número ainda pode subir, pois a safra da produção madeireira começa agora", diz.

O gerente explica que no Arco do Desflorestamento, o Ibama tenta prevenir o desmatamento através do monitoramento com satélite, trabalho realizado em parceria com o Sipam. O Ibama recebe muitas denúncias dos moradores da região, que são acompanhadas através de satélites e sobrevôos. "Quando verificamos as denúncias, executamos a operação de campo", explica.

Para evitar o desmatamento ilegal, o Ibama intensificou as operações de fiscalização desde o mês de abril. "Tentamos nos antecipar ao desmatamento, impedindo que as árvores sejam derrubadas", diz.

Animais

Paralelamente ao trabalho de fiscalização de derrubada ilegal de madeira, o Ibama também fiscaliza a caça predatória de animais. "A captura dos animais ocorre principalmente no período de julho a outubro, época em que aparecem as praias", afirma.

Entre animais silvestres e pescado, o Ibama apreendeu 65,2 mil quilos até agosto desse ano. No ano passado, essa apreensão foi de 87,5 mil toneladas.

Entre os animais mais procurados estão o pescado, jacarés, quelônios, aves e mamíferos. "Com exceção da pesca, é difícil nos anteciparmos ao fato. Infelizmente, quando conseguimos efetivar a apreensão, os animais já estão abatidos", afirma.

O gerente destaca que a existência de 1,5 mil agentes ambientais no Amazonas é fundamental para a proteção da fauna e flora. "Eles são nossos colaboradores, ajudando a prevenir o crime ambiental, pois nossa estratégia atualmente é nos anteciparmos. Não é nosso interesse apreender árvores derrubadas e animais mortos", diz.

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