Página 20-Rio Branco-AC
03 de Jul de 2002
O Ibama começou ontem uma série de sobrevôos nos locais onde foram registradas ocorrências de queimadas e derrubadas. A gerente executiva do órgão no Acre, Idelcleide Rodrigues Lima, disse numa coletiva ontem que as novidades no programa de proteção ambiental deste ano são a Câmara Técnica e o Sisprof. E que o Ibama pretende aumentar a fiscalização e reduzir o número de queimadas e derrubadas.
Até ontem, o que estava em vigor é que as licenças para desmatamentos de uma área com até 60 hectares deveriam ser concedidas pelo Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac). As áreas maiores que 60 hectares, pelo Ibama. Porém uma portaria recente do Ibama, já em vigência, resolveu que as licenças serão analisadas e estudadas por uma Câmara Técnica presidida pelo Ibama e composta por representantes do Imac, governo do Estado, Fetacre, ONGs e de um órgão de pesquisa.
A parceria começa a partir 10 de julho, quando acontecerá a primeira reunião para avaliar a concessão das licenças.
Queimadas
Para Idelcleide, o número de queimadas no Estado é muito grande. Mas os aparelhos GPS usados pelo órgão identificam com precisão cerca de 90% dos focos de calor.
Já na fiscalização das queimadas em terra, realizadas pelo interior, o Ibama contava com três brigadas em 2001. Cada uma era composta por 20 brigadistas, treinados pelo Corpo de Bombeiros acreano. Dado o grande número de ocorrências de queimadas nos municípios de Plácido de Castro e Acrelândia, em 2002 foram criadas mais duas nesses municípios. São hoje cinco brigadas em todo o Estado.
Mais tecnologia para a detecção de queimadas
Desde abril, o Ibama conta com o Sistema de Produtos Florestais, um sistema informatizado que utiliza radares e sensores remotos para interligar o órgão em rede nacional, facilitando assim a vigilância sobre as áreas florestais do país quanto às queimadas e derrubadas.
Segundo o técnico de fiscalização do Ibama, Manoel Moraes de Sales, no primeiro sobrevôo realizado no território acreano, ontem pela manhã, de 1h30 de duração, foram encontrados cerca de 40 desmatamentos, o que o assustou pela quantidade e dimensão maiores que os esperados.
Manoel chegou a comentar que talvez o Ibama necessite de ajuda para realizar as operações de busca, punição e conscientização quanto às derrubadas no Estado. Uma das maiores ocorrências foi nas proximidades do igarapé Antimari, onde cerca de mil hectares de terras foram desmatados.
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