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Ibama apreende madeira extraída de reserva

OESP
Autor: Odail Figueiredo
11 de Ago de 2004

Cerca de 17 mil metros cúbicos de madeira extraídos ilegalmente foram apreendidos pelo Ibama na Reserva Biológica do Jaru, na divisa de Rondônia com o Mato Grosso. Foi a maior apreensão já feita no Estado e uma das maiores da Amazônia, segundo o diretor de Programas de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel. Embora já tenham ocorrido casos anteriores de extração de madeira em reservas ambientais, é a primeira vez que uma operação desse porte é detectada, disse Montiel.

Numa fazenda ao lado da reserva foi montada uma serraria com equipamentos avaliados entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões. De acordo com técnicos do Ibama, que identificaram o desmatamento com base em fotos de satélite, a área prejudicada pode passar de 6 mil hectares. Para extrair as toras, os madeireiros abriram quase 100 quilômetros de estradas de terra na reserva, que tem 293 mil hectares e foi criada em 1979.

O Ibama aplicou multas de R$ 5,5 milhões aos infratores, todos ligados a madeireiras da região. Foram apreendidos ainda esteiras, tratores, automóveis, motosserras e espingardas.

O Ibama solicitou reforço da Polícia Federal para proteger os fiscais que trabalham na área, pois, segundo Montiel, eles estão sendo ameçados por motoqueiros armados e encapuzados. Além das ameaças, os madeireiros danificaram pontes e estradas para tentar impedir a retirada do material apreendido na reserva, localizada a 250 quilômetros da cidade de Ji-Paraná.

Os técnicos do Ibama acreditam que a ação dos madeireiros na reserva é recente, pois no ano passado as imagens dos satélites não registravam desmatamento na área. Para chegar aos madeireiros, foram usadas informações do Sistema de Vigilância da Amzônia (Sivam). A ação na Reserva do Jaru faz parte da primeira fase de uma operação de combate a invasões das unidades de conservação ambiental da região.
(Odail Figueiredo-Estado de S. Paulo-São Paulo-SP-11/08/04)

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