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Ibama apreende 60 mil metros cúbicos de madeira ilegal no Xingu

A Tribuna de Imprensa-Rio de Janeiro-RJ
12 de Dez de 2003

Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Polícia Federal e Batalhão de Polícia Ambiental do Pará apreenderam 60 mil metros cúbicos de madeira serrada e em toras de origem ilegal.

Também identificaram várias irregularidades em planos de manejo na região do Xingu, no Sudoeste do Estado. Toda a madeira apreendida nos últimos 30 dias da "Operação Verde Para Sempre", segundo decisão do Ibama, terá destinação social na própria região.

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porto de Moz ficou como fiel depositário de 10 mil metros cúbicos, o Comitê de Desenvolvimento Sustentável de Porto de Moz com 8 mil e a Prefeitura de Almeirim com outros 8 mil. O sindicato e o comitê anunciaram que pretendem construir casas, galpões, trapiches e outras benfeitorias para a comunidade.

O Ibama ainda não decidiu quais movimentos sociais e entidades receberão os outros 34 mil metros cúbicos. A maior apreensão de madeira, cerca de 22 mil metros cúbicos, aconteceu em um plano de manejo do presidente da poderosa Associação das Indústrias Madeireiras Exportadoras do Pará (Aimex), Elias Salame.

Em junho passado, a fiscalização havia embargado 5,4 mil metros cúbicos de Salame, alegando que a madeira havia sido retirada de área que não constava no projeto original.

Armas
Durante a operação foram também apreendidas sete armas de fogo, uma delas um fuzil M-14 rugger, capaz de derrubar um avião, além de nove motosserras, um trator e um caminhão. As armas e os veículos estavam em poder de empregados de Salame comandados pelo norte-americano William Paul Davis.

Por isso, o presidente da Aimex teve seu plano de manejo suspenso pelo Ibama. Mesmo assim, continuou a explorar madeira, como se nada tivesse acontecido. "O meu plano está legal e eu agi dentro da lei. Se para o Ibama está errado, não sei mais o que é legal ou ilegal", disse Salame, em entrevista à TV Liberal, de Belém.

Outro projeto suspenso foi o da empresa Madenorte, acusada de explorar madeira em terras públicas. Nenhum diretor da Madenorte foi encontrado para comentar a decisão do Ibama.

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