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Ibama apreende 13 mil m3 de madeira ilegal no Abunã

Rondonoticias
28 de Dez de 2007

Com pouco mais de R$ 61 milhões em multas aplicadas por desmate, queima, caça e madeira ilegal em todo o estado, o Ibama/Acre fechou o ano de 2007 com um saldo três vezes superior ao do ano passado. Os dados foram apresentados durante uma entrevista coletiva concedida na manhã de ontem pelo superintendente local do órgão Anselmo Forneck.

Somente na Operação Tauari, realizada entre os dias 11 e 20 deste mês, os fiscais do Ibama conseguiram apreender na região da Ponta do Abunã, nas proximidades do município de Extrema (RO), 13,4 mil m3 (metros cúbicos) de madeira ilegal. O valor das multas aplicadas em 26 madeireiras autuadas foi de R$ 5,4 milhões que somados às 34 autuações por desmate, 2 por queima e 2 caminhões carregados apreendidos, totalizaram R$ 12,6 milhões em multas.

Sobre as atividades ilegais praticadas na região da Ponta do Abunã, Forneck garantiu que a meta do órgão é que em no máximo 1 ano só estejam em operação as madeireiras que utilizarem manejo florestal e comparando com as operações realizadas no ano de 2006, ele avaliou que houve uma redução de 40% no fluxo de comercialização de madeira ilegal na região.

Crédito habitação e Reserva do Crôa

Outro dado revelado por Forneck diz respeito ao crédito habitação que segundo ele "visa garantir melhores condições de vida nas reservas estabelecendo o homem rural nas comunidades". Para execução do programa, em parceria com o Incra, já foram liberados R$ 16 milhões para construção de 14 mil unidades habitacionais em 2008. "Este é o maior volume de crédito desta linha liberado nos últimos 5 anos", comemorou.

Outro anúncio importante feito por Forneck é sobre a criação de uma nova Reserva Extrativista na Região do Juruá, já no próximo ano. Trata-se da Reserva Extrativista do Rio Crôa, numa área de 100 mil hectares e que deverá beneficiar inicialmente 350 famílias.

Ainda para 2008, de acordo com o superintendente do Ibama, o órgão irá atuar com monitoramento por satélite. "Quando formos para campo, já iremos direto para o local onde está sendo praticada a atividade ilegal, otimizando nosso tempo e melhorando ainda mais os resultados das operações", concluiu.

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