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31 de Jul de 2017
Em 31 de julho de 1609, os indígenas brasileiros foram alforriados.
Quando os portugueses chegaram no Brasil, havia mais de 2 milhões de índios somente no litoral da Bahia.
Antes do descobrimento, em 1500, os historiadores calculam que existiam de 3 a 4 milhões de índios no país.
A maioria era chamada de tupi. Contudo, havia uma divisão dos povos indígenas por troncos linguísticos e além dos Tupis, se destacavam os Jês, os Nu aruak e os Karibi.
Os índios viviam basicamente da caça, pesca e agricultura. Dos rios, animais e plantas extraiam alimentos e remédios. Dependiam exclusivamente da natureza para sobreviver. Mas cada povo tinha seus costumes, crenças e tradições.
Desde o início da colonização, os índios lutaram por liberdade. Mas, foi somente em 1549, com a chegada dos Jesuítas, que o cativeiro indígena foi mais fortemente combatido. Vale destacar que antes da chegada dos portugueses a escravatura não era uma prática no Brasil.
Por falta de escravos negros, os índios foram dominados e obrigados a trabalhar nas fazendas e na cidade. A libertação dos índios causaria uma enorme perda econômica. Sem mão de obra escrava, a alforria indígena seria fatal para a província.
A resistência para manter os índios escravizados era enorme. E foi preciso a intervenção da Coroa portuguesa.
Antes da chegada do Padre Antônio, vieram para o Brasil outros padres e um novo capitão-mor que trazia uma carta do rei de Portugal alforriando os índios da província. Mas mesmo com a lei em vigor os índios continuavam sendo escravizados. Muito tempo se passou até que a liberdade fosse realmente conquistada.
O padre Jesuíta Antônio Vieira foi um dos principais responsáveis pelo processo de aldeamento e foi também figura essencial na real implantação da lei de libertação dos indígenas.
Historicamente muitas aldeias brasileiras foram dizimadas. Atualmente, há somente cerca de 400 mil índios no Brasil.
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