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Há esperanças

Brasil Norte-Boa Vista-RR
24 de Out de 2003

"A demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol sairá de um consenso entre o governo Lula, ambientalistas, indigenistas e arrozeiros, e não da vontade unilateral daqueles que desejam ver a área demarcada sob a forma contínua". A afirmação foi deita ontem à coluna pelo deputado federal Alceste Madeira(foto). Na viagem que fez a Buenos Aires, na comitiva do presidente Lula, o deputado Alceste disse ter cobrado dele uma posição do governo federal sobre a forma como será proposta a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol.
- Senti no presidente a disposição de ouvir a todos os interessados no problema e só tomar uma posição definitivo quando sentir que existe um consenso entre todos", disse o parlamentar roraimense. Segundo ainda Alceste, durante a viagem ele conversou ainda com os ministros Roberto Rodrigues, da Agricultura, e Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, para sentir deles suas posição sobre o problema indígena de Roraima. "Acho que os ministros envolvidos na questão da demarcação em Roraima pensam da mesma forma, defendendo um estudo aprofundado do problema", informou Madeira. "O ministro Thomaz Bastos me disse que a questão só será definida quando houver consenso de todos os setores envolvidos no problema", adiantou o deputado roraimense. Na sua opinião pessoal, Alceste acha que o governo Lula, apesar das pressões que tem recebido de organismos ambientalistas e da própria Funai, "não irá castrar os interesses econômicos envolvidos na questão Raposa/Serra do Sol". Segundo ele, pelo que sentiu na viagem a Argentina, não vislumbrou que o problema deverá ser resolvido "prejudicando os arrozeiros". "Acho que a questão será resolvida com consenso de todos os segmentos para que não haja prejuízos de partes interessadas", acrescentou Alceste Madeira.

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