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01 de Jul de 2010
O Departamento de Saúde Indígena (Desai) da Funasa divulgou nesta quinta-feira (1) os resultados da vacinação contra o vírus Influenza Pandêmica (H1N1) 2009 em populações indígenas.
Até 1 de julho de 2010, de acordo com o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI/PNI), foram vacinados em todo o Brasil cerca de 490 mil indígenas aldeados, mais precisamente 491.060, dos 560.393 indígenas, o que corresponde a uma cobertura vacinal de 87,63%, superando a meta de 80% preconizada pelo Ministério da Saúde. O destaque é que todos os estados brasileiros com populações indígenas superaram a meta preconizada pelo Ministério da Saúde. Dos 24 estados com populações indígenas, 12 estados alcançaram cobertura maior que 90%. O percentual de indígenas já imunizados pode ser ainda maior, considerando que os registros dos dados online no sistema do Ministério da Saúde é de responsabilidade dos municípios de abrangência dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei).
Destaca-se que o Estado do Amazonas alcançou a meta de 80,79%, vacinando 113.589 indígenas. Na Região Norte, onde está localizada cerca de 45% da população indígena, a meta alcançada foi de 83,23%, com 217.895 índios atendidos pela campanha de vacinação contra o vírus H1N1.
O diretor em exercício do Departamento de Saúde Indígena da Funasa, Flávio Pereira Nunes, parabenizou o trabalho de todos os profissionais de saúde envolvidos e destacou que as ações integradas da Funasa, em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) do Ministério da Saúde, e também com os estados e municípios no enfrentamento da pandemia de Influenza H1N1. As ações de imunização foram reproduzidas igualmente em todas as regiões do País e contribuíram para o controle da doença, além de evitar o registro de elevado número de óbitos pelo H1N1, como na população geral.
As principais estratégias adotadas pela Funasa para o enfrentamento da segunda onda pandêmica são: (I) vacinação dos povos indígenas; (II) ampliação e fortalecimento da Vigilância; (III) descentralização do medicamento Oseltamivir (Tamiflu) para os Dsei; (IV) atualização e capacitação dos profissionais que atuam na assistência à saúde; (V) divulgação periódica de boletins epidemiológicos e informações atualizadas sobre o tema; e (VI) implementação do sistema de notificação dos casos através do aplicativo Web de vigilância epidemiológica da Influenza do Siasi.
Vale destacar que, em 2010, apenas dois casos de Influenza Pandêmica (H1N1) em populações indígenas foram notificados, onde nenhum óbito foi registrado nesse período. A vigilância epidemiológica da influenza em populações indígenas teve inicio a partir de julho de 2009, após a declaração de transmissão sustentada do vírus Influenza Pandêmica (H1N1) 2009 no Brasil.
O Desai tem recomendado aos Dsei que mantenham sob monitoramento contínuo a Vigilância das Síndromes Respiratórias Agudas Graves em indígenas com o objetivo de evitar a ocorrência de formas graves da doença e óbitos.
http://www.funasa.gov.br:8080/siscanot/noticias/not_2010/not.php?cod=519
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