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Autor: Maurício Araújo Com informações de Cristine Branco
09 de Mai de 2006
A ausência de debates marcou a audiência pública realizada hoje na Câmara dos Deputados em Brasília para discutir a proposta de construção de usinas hidrelétricas no rio Madeira. Os empreendimentos, propostos pela estatal Furnas e pela empreiteira Odebrecht, têm causado grande polêmica - questiona-se a viabilidade econômica e os graves impactos sociais e ambientais que podem causar.
Pelo Ministério do Meio Ambiente, esteve presente Luiz Felipe Kunz, diretor de licenciamento do Ibama, que declarou que a licença de instalação retificada foi emitida, uma vez que todas as condicionantes foram cumpridas. Em encontro realizado em Porto Velho na semana passada, um dos pontos mais enfatizados por participantes foi justamente o fato do Estudo de Impacto Ambiental apresentado pelos empreendedores ser imcompleto, impreciso e ter baixo grau de detalhamento. Kunz já foi apelidado de "hidropredador do madeira" por Telma Delgado Monteiro em artigo publicado no Amazonia.org.br. (Leia o artigo e a resposta do diretor do Ibama).
Diante de vários representantes do setor elétrico, Cláudio Salles, da Câmara Brasileira de Investidores em Energia Elétrica, declarou que "os investimentos devem focalizar os pequenos empreendimentos em detrimento dos grandes". Completou afirmando que em qualquer empreendimento é importante que "as compensações ambientais cubram os prejuízos trazidos".
Luiz Fernando Viana, da Associação Nacional dos Produtores de Energia, colocou que "há um grande risco de o cronograma de execução das hidrelétricas não ser cumprido", esquecendo-se que as obras podem nem sequer ser realizadas.
Os deputados Miguel de Souza (PL-RO) e Eduardo Valverde foram os autores do requerimento para a realização da audiência.
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