Viaecológica-Brasília-DF
19 de Mar de 2004
O plano do governo para combate ao desmatamento da Amazônia, cujos índices continuam crescendoi, recebeu hoje (19 fortes críticas de ambientalistas e organizações não governamentais (ongs). O Greenpeace, que há anos montou um escritório em Manaus para cuidar especificamente da Amazônaia e conseguiu brecar o comércio de mogno, lançou nota criticando o plano integrado do governo Lula. "Esta semana o governo Lula anunciou, em Brasília uma série de medidas para conter o desmatamento na Amazônia que podem não ser suficientes para garantir a sobrevivência da floresta. Embora o plano de ação pareça formar um todo coerente de iniciativas e ações interministeriais que pretendem minimizar os impactos do processo de colonização da Amazônia, as verdadeiras causas econômicas e sociais da destruição da floresta continuam a não ser enfrentadas. A maior integração dos diferentes ministérios e órgãos do governo envolvidos com as questões amazônicas representa um avanço considerável, e algumas medidas propostas podem inibir a ocupação e exploração predatória. Mas a questão central é saber se esse pacote de iniciativas será suficiente para reverter o assalto à Amazônia conduzido pela iniciativa privada. O atual modelo de desenvolvimento econômico para a Amazônia tem profundas causas sociais, econômicas e culturais. A expansão da agricultura e da pecuária de larga escala em terras baratas se beneficia da ausência do poder público em muitas regiões, envolve a grilagem de terras públicas, a concentração de poder econômico e político nas mãos de poucos, a impunidade, o avanço descontrolado da exploração ilegal de madeira, a injustiça social, a ausência de uma política real de reforma agrária em outras regiões do país para conter o fluxo contínuo de novos colonos, etc, diz a ong. "A Amazônia é muito mais do que um celeiro de oportunidades de desenvolvimento econômico: é a jóia da coroa do meio ambiente no planeta, tem a maior biodiversidade do mundo e é de importância vital para o clima e o ciclo das águas. É também o lar de 20 milhões de brasileiros. O desenvolvimento sustentável da região exige, por isso mesmo, uma mudança radical de concepção do modelo, que não pode ser deixado à mercê das forças de mercado, com sua visão predatória e imediatista", afirma. (Veja também www.greenpeace.org.br, www.mma.gov.br, www.ibama.gov.br).
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