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Governos estadual e federal prometem apoio à educação escolar em reunião no Parque Indígena do Xingu

ISA-Socioambiental.org-São Paulo-SP
Autor: M. Cristina Troncarelli.
08 de Jul de 2005

No posto indígena Diauarum, representantes do MEC, Funai, Secretaria de Educação de Mato Grosso, FNDE, lideranças e professores indígenas, e representantes do ISA debateram responsabilidades em relação ao futuro da educação indígena. Por enquanto, existem muitas promessas.

O compromisso e a responsabilidade dos órgãos governamentais com a educação escolar no Parque Indígena do Xingu foi o tema da reunião realizada pelo Conselho de Educação Indígena do Médio e Baixo Xingu, em 24/6, no posto indígena Diauarum. Estavam presentes lideranças e professores do Alto, Médio e Baixo Xingu; o coordenador geral de Educação Indígena do MEC, Kleber Gesteira Matos; a secretária de Educação de Mato Grosso, Ana Carla Muniz; a coordenadora de Educação da Fundação Nacional do Índio (Funai), Maria Helena da Silva Fialho; a representante do Conselho Nacional de Educação Indígena, também presidente do Conselho de Educação Indígena de Mato Grosso, Chiquinha Pareci e os representantes do Programa Xingu do ISA, André Villas-Bôas e Maria Cristina Troncarelli.

Do encontro resultaram várias promessas. O MEC prometeu apoiar o curso de formação de professores do Baixo e Médio Xingu (a ser realizado em outubro de 2005) coordenado pelo ISA. Mas para isso, o ISA deve participar de edital de projetos do Fundo Nacional de Desenvolvimento à Educação (FNDE) e ter sua proposta aprovada. Comprometeu-se também a liberar recursos para a construção de duas escolas no Parque, desde que a Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc) envie projeto com essa solicitação.

A Fundação Nacional do Índio, por sua vez, além do apoio que já presta ao curso de formação de professores na aquisição de combustível, comprometeu-se a disponibilizar uma educadora para participar do processo de formação e do acompanhamento pedagógico aos professores.

De sua parte, a Seduc comprometeu-se com a continuidade do processo de formação de professores do Alto Xingu, realizando uma etapa de curso em agosto, no Posto Indígena Leonardo Villas Boas, e formalizou o ingresso destes professores no Projeto Hayô de Magistério Indígena, a ser desenvolvido pela secretaria. A secretária de Educação, Ana Carla Muniz, prometeu ainda que a partir de 2006 dará continuidade à formação de professores do Médio e Baixo Xingu. Mas não ficou claro se a Seduc pretende ou não manter a parceria com o ISA no processo de formação de professores. Essa parceria foi reivindicada pelos índios em carta encaminhada aos órgãos de educação estadual e federal. A secretária de Educação insistiu no ingresso dos professores do Médio e Baixo Xingu no Projeto Hayô - que não foi pensado especificamente para a população do Parque Indígena do Xingu e não foi aprovado ainda pelo Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE-MT), em vez de manter o apoio ao curso de formação de professores promovido pelo ISA, cuja proposta curricular (Projeto Itaenyfuk - Pedra Brilhante/Yrukum) já está aprovada pelo CEE-MT para continuidade até 2007.

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