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Governo vai investir R$ 700 milhões para recuperar e manter estradas em 2003

Radiobrás-Brasília-DF
Autor: Juliana Andrade
28 de Fev de 2003

O ministro dos Transportes, Anderson Adauto, afirmou hoje, em entrevista aos programas NBr Manhã (canal de Tv a cabo da Radiobras) e Revista Brasil (Rádio Nacional AM), que, daqui a dois anos, os brasileiros sentirão uma melhoria considerável nas condições da malha viária. Neste ano serão investidos R$ 700 milhões no programa de recuperação e manutenção de 60 mil quilômetros de rodovias federais, lançado ontem pelo Ministério dos Transportes.

Segundo Adauto, seriam necessários R$ 4 bilhões para a recuperação completa da malha viária brasileira, uma vez que pelo menos metade das rodovias se encontra em condições entre regular e ruim. O ministro informou que a quantia a ser investida neste ano não é suficiente, mas é razoável se comparada ao cerca de R$ 500 milhões destinados pelo governo passado à recuperação das estradas brasileiras.

Em mais da metade das estradas está prevista a realização de obras mais simples, como tapa-buracos. Mas, segundo o ministro, o ideal seria fazer o recapeamento em todos os trechos onde há problemas, o que não será possível por causa do orçamento apertado do ministério. "A malha viária do país é muito antiga e nunca foi arrumada. Mas, nos trechos onde as estradas estão efetivamente ruins, nós vamos conseguir fazer o serviço de recuperação também", explicou.

Segundo ele, as obras cujos contratos já foram firmados, que representam de 40% do total previsto no programa, começam logo após o Carnaval. O restante depende de processo licitatório e, por isso, deve demorar mais um pouco. "Estamos tomando as providências necessárias e acredito que no prazo máximo de 90 dias, esse processo estará formatado", informou.

Adauto garantiu que vai trabalhar para que, no ano que vem, os recursos destinados à manutenção e à recuperação de rodovias sejam duplicados. "Eu acredito muito no governo Lula, com relação à consciência que existe por parte do próprio presidente e da equipe econômica sobre a necessidade premente não apenas de fazer investimentos para cuidar das estradas, mas também para fazer as novas que precisam ser feitas", observou o ministro, acrescentando que é preciso investir ainda em hidrovias e ferrovias. "As estrada são a parte visível. Mas também existem problemas em outros setores, como no hidroviário", exemplificou.

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