VOLTAR

Governo rebate criticas de David Stang

O Globo, O Pais, p.13
14 de set de 2005

Governo rebate críticas de David Stang
Presidente do Incra diz que foram assentadas 85 mil famílias em 2005
O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, rebateu as críticas de David Stang, irmão da missionária assassinada no Pará Dorothy Stang. A família da freira afirma que as metas da reforma agrária não estão sendo cumpridas. Hackbart disse que o governo assentou cerca de 85 mil famílias em 2005. A meta é de 115 mil famílias até dezembro.
David Stang acusou o governo de não cumprir as promessas feitas após a morte de sua irmã. O presidente do Incra informou que o Ministério do Desenvolvimento Agrário está destinando recursos aos Projetos de Desenvolvimento Sustentáveis (PDS) no Pará, em especial na região de Anapu. Segundo Rolf, já foram vistoriados cerca de 66 mil hectares em Anapu, terras que irão para reforma agrária:
— O governo está trabalhando de forma intensa e ampliando sua capacidade operacional no Pará — disse Hackbart.
O presidente do Incra disse que David Stang e comitiva de americanos que o acompanha são bem-vindos e informou que eles serão recebidos na próxima terça-feira, em Brasília, pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto.
No Pará, o anúncio de que o Incra liberou R$680 mil para a construção de moradias nos PDS Virola Jatobá e Esperança acirrou os ânimos entre os camponeses de Anapu. Eles invadiram o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município em protesto contra a não liberação da verba. Cerca de cem agricultores ocuparam o sindicato e dizem que não sairão até serem atendidos pelo Incra. O clima é de tensão. Os agricultores querem que o Incra libere recursos para habitação, estradas e legalize áreas de assentamento. Eles dizem que apenas 50% das terras estão legalizadas, o que facilita a ação de grileiros.

O Globo, 24/09/2005, p. 13

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.