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Governo pretende leiloar mais 13 usinas em 2010

O Globo, Economia, p. 24
21 de abr de 2010

Governo pretende leiloar mais 13 usinas em 2010
Juntas, terão 3.262 MW, o mesmo que Jirau, no Rio Madeira. Cinco delas são no Piauí

Henrique Gomes Batista

Passado o leilão de Belo Monte, o governo pretende licitar, ainda este ano, mais 13 usinas. Todas elas, contudo, são consideradas pequenas e médias e, juntas, terão capacidade de 3.262 MW. Ainda não há prazo para o leilão dessas hidrelétricas, que estarão espalhadas por Piauí, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Santa Catarina, Amapá, Bahia e Pernambuco.

Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, serão cinco usinas no Rio Paranaíba, na divisa do Piauí com o Maranhão. Juntas as futuras hidrelétricas de Ribeiro Gonçalves, Uruçuí, Castelhano, Cachoeira e Estreito deverão gerar 460 MW.

Ainda no Nordeste está prevista a licitação para a construção da usina de Riacho Seco, no Rio São Francisco, na divisa entre Bahia e Pernambuco. Esta usina deverá ter capacidade de 276 MW.

Na Região Norte estarão outras duas usinas: Ferreira Gomes, no Amapá, com capacidade estimada de 252 MW e Santo Antônio do Jari, de 300 MW, na divisa entre Amapá e Pará.

Ainda na Amazônia, porém no Mato Grosso, deverão ser licitadas cinco usinas, todas da bacia do Rio Teles Pires: Foz de Apiacás, Sinop, Colíder e São Manuel. Juntas, podem ter capacidade de 1.824 MW. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda não confirma oficialmente esses leilões.
Novas grandes usinas devem ficar para 2011
Novas grandes usinas hidrelétricas deverão ser licitadas em 2011. Entre as possíveis leiloadas está a paraense São Luís do Tapajós, com capacidade de 6.133 MW, praticamente a mesma das duas usinas que estão sendo construídas no Madeira. No estado, que receberá Belo Monte, está prevista a usina de Marabá, de 2.160 MW. Há ainda Serra Quebrada, de 1.328 MW, na divisa do Maranhão com o Tocantins.

As três usinas estão classificadas como "em estudo" no último balanço da Eletrobras.

O Globo, 21/04/2010, Economia, p. 24

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