Estado de S. Paulo-São Paulo-SP
Autor: SANDRA SATO
06 de Mai de 2003
Meta é combinar inovação tecnológica e uso sustentado de recursos naturais
O governo começou ontem a costurar internamente um programa de desenvolvimento para a Amazônia, que combinará inovações tecnológicas, recursos naturais, geração de empregos e distribuição de renda. Sexta-feira e sábado, no Acre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir com governadores da região para discutir o programa. O governo criará um grupo interministerial para discutir o desenvolvimento da região.
A reunião de ontem entre quatro ministros e oito secretários foi uma prévia do encontro no Acre e serviu também para começar a discutir propostas para o Plano Plurianual (PPA) de 2004-2007, que define as diretrizes para os gastos neste período. O governo Lula quer inserir a questão ambiental na política de desenvolvimento do País. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, "essa orientação modifica a percepção predominante no passado, que entendia o meio ambiente como obstáculo ao crescimento".
O programa para a Amazônia e o PPA também serão discutidos com organizações não-governamentais e setor produtivo. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lançou uma agenda com pontos que considera "estruturantes" durante a reunião de ontem, que contou com a presença dos ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues, da Integração Nacional, Ciro Gomes, e das Cidades, Olívio Dutra.
Na opinião da ministra, um dos elementos para o desenvolvimento da região é a produção sustentável combinada com tecnologia avançada. O governo quer alterar o atual padrão predominante de produção que soma "baixo nível tecnológico e alto grau de desperdício de recursos naturais". Estes fatores dificultam a venda de produtos da região no mercado internacional e a criação de renda para a população.
Gestão - A ministra defendeu um novo padrão de financiamento. "As agências de fomento são instrumentos fundamentais para o desenvolvimento da região, mas devem incorporar critérios de sustentabilidade", cobrou. "Não podemos pensar um projeto de desenvolvimento que não garanta a gestão dos recursos naturais de forma sustentável."
O programa para a Amazônia desenhado pelo governo também pretende trabalhar com o ordenamento territorial, definindo o que é de domínio público e de iniciativa privada e quais são as áreas destinadas à preservação ambiental.
O outro eixo é a inclusão social dos 20 milhões de moradores da região amazônica, garantindo oportunidades de emprego, serviços de educação, saúde e saneamento.
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