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Governo incentiva e investe nas comunidades indígenas em MS

MS Notícias - www.msnoticias.com.br
06 de Ago de 2008

A segunda maior população indígena do País, com 12.233 famílias, está recebendo investimentos de R$ 84 milhões do governo de Mato Grosso do Sul nas áreas de educação, saúde, habitação e produção. Desse total, R$ 12,7 milhões são do Projeto Aldeia Produtiva, que irá qualificar as atividades existentes nas aldeias e desenvolver novas ações de maneira integrada. "O que queremos é uma produção com produtividade e para isso é necessário desenvolver assistência técnica moderna e precisa", ressaltou o governador André Puccinelli, em recente contato com lideranças indígenas.

O projeto prevê a implantação de hortas, recuperação de pomares, fornecimento de insumos para a implantação e melhoria das lavouras de subsistência, assim como ações que possibilitem a agregação de valor a sistemas produtivos já existentes, educação e recuperação do meio ambiente. Além disso, estão sendo elaborados programas e políticas públicas que visem a promoção, capacitação e sensibilização dos agricultores familiares.

O governo estadual também irá distribuir patrulhas mecanizadas, que totalizam investimentos de R$ 5,3 milhões, e treinamentos técnicos de gerenciamento e administração às famílias indígenas. A intenção do Estado é garantir, em primeiro lugar a segurança alimentar, e também o aumento da renda líquida das comunidades, estabelecendo cidadania e melhorando as condições de vida indígena.

Entre os cursos e capacitações previstos no projeto estão: curso de introdução à diversidade étnica; curso de capacitação em agroecologia; curso de manejo básico de colméias; capacitação em gestão administrativa; capacitação em associativismo/cooperativismo; curso de fortalecimento do artesanato da aldeia São João; capacitação em sistemas agroflorestais; capacitação em noções básicas em piscicultura e curso de aproveitamento de alimentos. O total de investimentos chega a R$ 207,3 mil.

Também está prevista a construção de centros comunitários para fortalecer os processos coletivos nas aldeias indígenas do Estado, no valor de quase R$ 3 milhões. O centro comunitário é considerado um fator fundamental para o desenvolvimento de atividades que proporcionem a integração da coletividade em programas de ação participativa.

Educação e Moradia

Na educação, uma das áreas prioritárias do governo do Estado, a comunidade indígena foi contemplada com mais escolas. Em 2007, as aldeias Tey Kuê (Caarapó), Amambai (Amambai), Guaimbé ( Laguna Caarapã) e Porto Lindo (Japorã) receberam uma escola, com duas salas de aula. Para este ano, outras sete escolas estão sendo construídas para atender a população das aldeias Lagoinha, Bananal e Limão Verde (Aquidauana), Amambai (Amambai), Jaguapirú (Dourados), Cachoerinha (Miranda) e Brejão (Nioaque).

As escolas oferecem ensino de qualidade, mantendo os traços culturais que formam a identidade das comunidades. Para isso, a graduação dos professores das escolas indígenas é feita pelo Núcleo de Formação de Professores, nos município de Dourados, que mantém parceria com 13 cidades, e em Aquidauna, abrangendo mais 11 municípios.

No setor habitacional, o governo estadual já contratou 764 unidades habitacionais destinadas às aldeias indígenas, garantindo moradia e melhoria nas condições de vida da população da comunidade.

Política de Incentivo

A política de proteção e incentivo ao índio e suas tradições vem sendo adotada pelo governador André Puccinelli desde a época em que administrou a Prefeitura Municipal de Campo Grande. Um exemplo disso, foi a construção do Memorial da Cultura Indígena na Aldeia Urbana Marçal de Souza. Na oca, os indígenas expõem para a venda artesanatos e objetos decorativos. No local, também funciona uma rádio comunitária e a escola municipal Sullivan Silvestre Oliveira.

A prefeitura revitalizou a Feira Indígena, localizada em frente ao mercado municipal de Campo Grande. No espaço, que se tornou um ponto turístico da cidade, 40 índias das aldeias Cachoeirinha, Bananal, Limão Verde e Lagoinha comercializam seus produtos, como mandioca, palmito, pequi, pimenta e plantas medicinais.

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