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Governo federal não atende indígenas

Diário do Amazonas -Manaus-AM
10 de Jan de 2006

O chefe da Divisão de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), José Maria de França, desembarca hoje em São Gabriel da Cachoeira (AM), acompanhado do coordenador regional do órgão, Francisco Ayres, em meio à maior crise de saúde indígena dos últimos tempos na região. E dias depois da Anistia Internacional declarar que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva abandonou os índios à própria sorte.

Especificamente na região do extremo noroeste brasileiro, onde estão os municípios de São Gabriel da Cachoeira e Santa Izabel do Rio Negro, no Amazonas, a situação é crítica, principalmente na área de saúde. De acordo com as lideranças indígenas, em carta publicada em novembro, os problemas não são apenas de atrasos de salários, falta de insumos e materiais de consumo indispensáveis. Diz a carta publicada no site da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira: "Os equipamentos que ainda funcionam estão prestes a parar a qualquer momento, pois vivem sobrecarregados pela demanda que é grande, a estrutura dos postos de saúde é precária, pois são todos de madeira, e precisam de reformas periódicas, que nunca aconteceram, a maioria dos postos está prestes a cair na cabeça dos profissionais e usuários que lá precisam ser atendidos. O transporte fluvial não proporciona segurança e nem conforto aos profissionais e usuários que muitas vezes viajam embaixo de lonas, mal acomodados por não terem uma cobertura apropriada nos botes de alumínio, o que já foi solicitado inúmeras vezes pela conveniada e pelos usuários em oportunas reuniões de Conselho Distrital. A Casa de Saúde do Índio de São Gabriel não atende a demanda dos Yanomami de forma adequada, pois recebe todas as 22 etnias do Rio Negro somando aproximadamente 25.000 indígenas".

E mais: "Ao confiarmos na Funasa e neste governo, não imaginamos que nos colocariam nesta situação caótica". Até quando?

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