OESP, Economia, p. B8
11 de Ago de 2010
Governo deve contratar empreiteiras para usina
Leonardo Goy Brasília
As empreiteiras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht devem ser contratadas para, juntamente com outras empresas, construírem a hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). A informação é do ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. "Deve ser feito um ajuste parecido com o de Itaipu", disse ele, referindo-se à usina na divisa entre Brasil e Paraguai que foi tocada por um pool de grandes construtoras.
Nos bastidores, já vinham crescendo nos últimos dias sinais de que as negociações para a contratação dos construtores caminhavam para uma solução que contemplasse todas as grandes construtoras, conforme antecipou o Estado nas edições dos dias 4 e 6 de agosto.
Além das três grandes, as empreiteiras que integram a sociedade vencedora do leilão também devem conseguir partes do contrato de construção. Entre as empresas, estão gigantes como a Queiroz Galvão e a OAS.
A Odebrecht e a Camargo Corrêa desistiram de formar um consórcio para disputar Belo Monte às vésperas do leilão, pondo em risco a disputa. Na época, elas argumentaram que o projeto era inviável ao preço definido pelo governo. Apesar disso, agora elas devem ganhar uma fatia importante da obra.
Já a Andrade Gutierrez integrava o consórcio que foi derrotado na disputa pelo grupo liderado pela estatal Chesf. Fontes que acompanham o processo já confirmaram que a Andrade deve entrar como sócia no projeto, além de ser contratada como empreiteira. Para isso, porém, ela precisa adquirir alguma cota de participação dos sócios que estão no consórcio.
O negócio só poderá ser oficializada após assinatura do contrato de concessão prevista para o dia 26. A empresa formada pelos vencedores do leilão tem, hoje, 18 sócios. São eles: Eletronorte (19,98%), Eletrobrás (15%), Chesf (15%), Petros (10%), Bolzano (fundo formado Previ e Iberdrola, com 10%), Funcef (2,5%), Caixa FI Cevix ( parceria da Funcef com Engevix, com 5%) J. Malucelli Energia (0,25%), Gaia (9%), Sinobrás (1%), Queiroz Galvão (2,51%), OAS (2,51%), Contern (1,25%), Cetenco (1,25%), Galvão Engenharia (1,25%), J. Malucelli Construtora (1%), Mendes Júnior (1,25%) e Serveng (1,25%). / Colaborou Renee Pereira
OESP, 11/08/2010, Economia, p. B8
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