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Governadora do Pará convoca Conferência Estadual Indígena

Notícias da Amazônia
26 de Abr de 2008

De 7 a 9 de agosto será realizada a I Conferência Estadual dos Povos Indígenas do Pará. O decreto de convocação foi assinado pela governadora Ana Júlia Carepa, ontem (25), no Complexo Ver-o-Rio, durante o encerramento da programação cultural da II Semana dos Povos Indígenas. Coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), a Conferência terá como objetivo definir as diretrizes da política estadual dos Povos Indígenas.

"Temos que valorizá-los, porque eles são os defensores da floresta, colaboram para que ela fique de pé, livre da destruição do desmatamento. Temos muito a aprender com os índios, no sentido de convivência com a natureza e viver com simplicidade", afirmou a governadora.

Ela pediu empenho dos órgãos da administração direta e indireta, envolvidos na organização da conferência, para que o debate seja produtivo e se estabeleça um cronograma de ações de políticas públicas do governo aos indígenas. Em abril, foi construída uma carta dos povos com 60 itens, problemas comuns e mais urgentes das etnias, principalmente em saúde e educação. "Estamos reunindo esforços para minimizarmos as mazelas sociais distintas de várias comunidades", disse.

Hino em Kayapó

Após a assinatura do decreto, a governadora assistiu o índio Mokuká cantar o hino nacional na língua kayapó. Ao lado do secretário de Estado de Cultura, Edílson Moura, e pelo diretor da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Josenir Nascimento, Ana Júlia foi recebida pelos wai-wai que fizeram uma apresentação de dança tradicional.

"É uma alegria participar deste evento e cumprir um compromisso do governo do Estado com os povos indígenas, assumido no ano passado, de convocar a conferência. Nos orgulhamos de viver em uma terra em que os usos e costumes expressam essa tradição indígena", disse a governadora.

A governadora falou ainda sobre o currículo multicultural e bilíngüe para que os professores possam ensinar na língua indígena nas escolas das aldeias. Para isso está sendo realizada uma parceria com a universidade para cursos de licenciatura intercultural. Ana Júlia também anunciou o ensino médio intercultural e diferenciado, a formação continuada de professores e a construção de seis escolas em diferentes etnias.

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