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Governador pede posição de Lula

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
Autor: MARILENA FREITAS
08 de Jan de 2004

O governador Flamarion Portela (PT) encaminhou ontem à noite, após a reunião com os organizadores do movimento em Defesa do Estado de Roraima, um ofício ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pedindo uma posição oficial do Governo Federal.

A informação foi transmitida na noite de ontem pelo coordenador de Comunicação Social, Weber Negreiros. Segundo ele, no documento o governador relatou a situação em que está vivendo o Estado e pediu um posicionamento do Governo Federal, uma vez que a manifestação foi gerada em função da declaração do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

Portela enfatiza no ofício que a declaração do ministro que gerou essa situação até agora não foi confirmada e nem desmentida pelo Governo Federal. O governador tomou essa iniciativa depois de ouvir um grupo de empresários representantes do comércio e da indústria, além de lideranças indígenas que encabeçam o movimento em favor da homologação em ilha.

A reunião aconteceu no final da tarde de ontem. Os organizadores queriam saber do governador se o Executivo estadual tinha alguma posição oficial, vinda de Brasília, a respeito da homologação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, localizada a nordeste do Estado de Roraima, no Município do Uiramutã.

A reunião foi realizada à portas fechadas e segundo o presidente da Fecomércio, Aírton Dias, a única posição concreta que existe é uma reunião prevista para acontecer ainda esta semana com a bancada federal roraimense e o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

"Lamentavelmente não temos nada", disse Dias, ao informar que se o movimento não foi suficiente para chamar a atenção do Governo Federal é porque o PT não tem respeito pelas pessoas que aqui moram.

Ao falar da posição da classe política dentro do movimento, Dias ressaltou que os parlamentares Rodolfo Pereira (PDT) e Augusto Botelho estiveram na reunião e que estão tentando buscar um canal de negociação.

"O deputado Rodolfo está agindo como cidadão. Pedimos ao senador Augusto Botelho que também tome uma atitude política em defesa do Estado, no sentido de orientar o Governo Federal para que saiba o que é melhor para Roraima", complementou.

Para ele, o movimento deve continuar e se possível com novas estratégias para chamar a atenção das autoridades federais. "O que existe de relevante é a prisão dos padres, pelos índios que não querem viver em área isolada", acrescentou.

Ao traçar uma radiografia do poder político do Estado para emplacar uma luta contra a homologação em área contínua, Dias ressaltou que o Estado está enfraquecido porque há um número significativo de desempregados e muitos servidores estão sem receber o 13o salário.

"Quando o Governo Federal toma essa decisão é porque há falta do poder constituído", disse, ao enfatizar que nesse movimento não existe líder, "todos estão engajados na reconstrução do Estado".

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