Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
02 de Mai de 2005
O governador do Pará Simão Jatene fez, durante o Fórum Amazônico que aconteceu em Belém/PA, um duro discurso criticando a ocupação ilegal de terras da Amazônia por grileiros. Jatene afirmou que a única forma de combater a grilagem é pelo macrozoneamento econômico e ecológico feito de forma organizada. O Macrozoneamento Ecológico-Econômico já é lei no Pará.
No macrozoneamento são mantidas as áreas de preservação integral, e organizadas outras duas áreas, uma de uso intermediário, na qual serão permitidos apenas alguns tipos de atividades econômicas, que não causem dano ao meio ambiente e outra de uso intensivo, onde a utilização é integral e flexibilizada e são oferecidos incentivos para que elas tenham suas produtividades aumentadas, melhorando a qualidade de vida de quem mora no Estado.
Para Jatene, o processo de zoneamento da Amazônia, como vem se processando, traz sérias distorções e é necessário redefinir esse processo de ocupação.
"O zoneamento econômico e ecológico, será um marco na redefinição da Amazônia. É por isso que a gente pretende sinalizar com outra ordem de ocupação, para que assim possamos ajudar os outros Estados da Amazônia".
O governador acredita que a questão mais grave neste processo de ocupação irregular das terras amazônicas é a grilagem.
"O grileiro vende a expectativa de direito de uma determinada área. Queremos evitar que as pessoas de boa fé terminem ocupando áreas de preservação. Vamos ajudar a separar joio do trigo e quem quiser trabalhar na legalidade terá toda condição de trabalhar com a Lei," finalizou.
O Parlamento Amazônico, entidade que congrega parlamentares dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal, é presidido pelo deputado Airton Cascavel (PPS-RR). Na opinião de Airton, o macrozoneamento econômico e ecológico é um modelo que deverá ser implementado não apenas no Pará, mas também em outros Estados. "Além de um modelo a ser perseguido, este pode ser também o melhor caminho de planejamento para todos os Estados que compõem a Amazônia", afirmou. (C.C)
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