O Globo oglobo.globo.com
03 de Jul de 2017
Existem no Brasil 562 terras indígenas, que ocupam mais de 116 milhões de hectares, cerca de 13% do território nacional. A maioria está localizada na região amazônica, que sofre com o desmatamento e tem nas populações nativas aliados na preservação. Pensando nisso, o Google integrou em seus programas de mapas - Google Maps e Google Earth - as comunidades indígenas protegidas.
"As comunidades indígenas desempenham papel importante na preservação da biodiversidade e riqueza cultural da Amazônia Brasileira pelo uso sustentável das terras de maneira sensível ao delicado ecossistema", diz Raleigh Seamster, gerente do programa Google Earth Outreach, em comunicado divulgado no fim de semana. "Integrar os territórios indígenas aos nossos mapas é um passo essencial em refletir o mundo de forma precisa.
Para o programa, o Google fechou parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) que fornece informações de nomes e limites dos territórios protegidos. Por meio das imagens de satélite é possível observar claramente o papel das comunidades indígenas na proteção ambiental.
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"Na linha do tempo do Google Earth dá para se observar o rápido desflorestamento da Amazônia Brasileira", diz Seamster. "Os territórios indígenas ficam como 'ilhas' de florestas tropicais verdes e saudáveis, enquanto as áreas desprotegidas no entorno se tornam quase completamente devastadas".
Pelas ferramentas, é possível buscar os territórios indígenas pelo nome dos grupos étnicos que os habitam. Seamster destaca o povo Suruí, que vive no território Sete de Setembro. Em 2007, o chefe tribal Almir procurou o Google para criar um sistema de monitoramento do desmatamento ilegal usando smartphones, criando o primeiro projeto criado por indígenas para mapear a degradação ambiental.
https://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/google-integra-grup…
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